sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Os rituais para o Ano Novo - Que venha 2011!




Quase todo mundo que eu conheço tem uma receita ou simpatia para a virada do Ano. Eu, por exemplo,  não abro mão de passar o Réveillon de calcinha amarela pra atrair dinheiro. Não sei se é por causa disso, mas desde que passei a usá-la nunca me faltou dinheiro. Também não sobrou, mas tudo bem. Então, prefiro acreditar que funciona.

Quanto a usar roupa branca, eu vario. Este ano vou usar branco porque quero paz, muita paz de espírito e a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida, como diria Cazuza. Já comprei meu vestidinho lindo e branco. Talvez eu coloque um sutiã vermelho só pra ter uma peça vermelha que chame mais amor, hahaha! Ou, quem sabe, uma liga vermelha na perna esquerda. Mas tem que ter vermelho em algum lugar. E vou comer uva, romã, guardar as sete sementes, comer lentilha e beber muito, muito proseco na companhia de amigos maravilhosos.

2011 promete. Eu, Zoe e Mari vamos passar a virada juntas  (eu e a Zoe sempre passamos juntas, mas será a primeira vez com a Mari) na casa dos queridíssimos  e chiquérrimos amigos Fábio e Claudio, na Paulista. Será ultra-mega-master bombação! A Mari já dividiu o que cada um tem que levar (eu fiquei com a lentilha, adorei, porque tem a ver com simpatia).

Até a noite, vou tirar a soneca da beleza para cair na farra com amigos e pedir muito amor, muita saúde, muito sorriso em 2011. Que o Réveillon seja repleto de desejos pra todos nós...com ou sem calcinha amarela!

Irma

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O cobrador que é só sorriso

De todas as matérias que li nessa semana nos jornais (meu trabalho me obriga a ler todos os jornais diariamente), a que mais me comoveu foi a do cobrador Francisco Nascimento, o Chicão, que faz a linha de ônibus Armênia-Pinheiros, aqui em São Paulo. A matéria foi escrita pela jornalista Mariana Zylberkan, do Diário de S. Paulo.

O Chicão que ela descreve é delicioso. Fiquei com muita vontade de me aventurar pelo buzão que liga a zona oeste até a zona norte para conhecer de perto esse homem negro, de óculos e sorriso muito largo, que adora dar bons conselhos para todos os passageiros que passam pela sua catraca.

"Cada um de nós tem o poder de tornar o mundo um lugar melhor", diz Chicão.

Ele conta para a repórter que por passar diariamente por hospitais, consultórios e cemitérios, chama o seu itinerário de "roteiro da dor". E, por essa razão, Chicão faz questão de amparar os passageiros que têm esses endereços como destino.

"As pessoas precisam de sorrisos. Se jogar limpo com as pessoas, você receberá de volta a energia que precisa para realizar tudo o que deseja"


Lindo! Digno de um filósofo de rua, do povo, como é Chicão. O fofo ainda tem como mania desinfetar cada banco do ônibus no fim do expediente por achar "indelicado os passageiros se sujarem". Sorte de quem entra no ônibus de Chicão e termina o dia com um dos seus ensinamentos e com seu sorrisão. Que a gente siga os conselhos de Chicão e sorria mais em 2011.

Irma

domingo, 26 de dezembro de 2010

2011 e o balanço da década

Na última semana do ano, os jornais, a TV, o rádio, a internet preparam a retrospectiva do ano. Este ano, por ser 2010, promete o balanço da década. Pensando nisso, resolvi fazer o balanço dos últimos dez anos da minha vida.


Dos 22 anos aos atuais 32 anos, eu mudei pra caramba. Terminei um noivado, engatei um namoro, fui morar junto, fui morar em uma casa maior, casei no papel, dei festa para amigos, perdi meus avós queridos, descobri que tenho uma doença chamada Meniére, que me impede de comer doce, fui promovida a chefe, mudei de emprego,  descobri que minha mãe estava com câncer.


Dez anos depois, termino o ano de 2010 sem ter cumprido parte da lista de promessas que fiz para mim no ano passado (como emagrecer). Mas tudo bem, listas são feitas para serem descumpridas também. O que tiro de 2010 é que este foi um ano de descobertas. Descobri coisas que não estavam bem e que eu ia empurrando com a barriga com medo do que viria pela frente. Descobri que sou muito medrosa, que tenho medo de enfrentar as mudanças, que me deixo paralisar pelos passos que eu mesma quero dar.

Então, resolvo pensar em 2011. O que quero da nova década? Ser feliz. Ah, mas isso todo mundo quer. Para ser mais direta comigo mesma, quero ser feliz sem medo de ser feliz. Em 2011, quero deixar meus medos de lado. Sei que isso não será fácil. Mas sei também que nada como um ano novo para nos revelar.

Que 2011 venha lindo e tranquilo. Sem medo e sem culpa.

Irma

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Natal, a solidão e a companhia das pessoas mais queridas

Aquele Natal do ano de 2006 parecia ser mais um que o médico residente Alberto passaria sozinho. Como de costume, ele se preparava para mais um plantão no hospital. Apesar de ter crescido em família católica, ele não ligava muito para as festas em família e sempre escolhia essa data para trabalhar, pois não se incomodava em ficar sozinho.

Mas naquele ano, o destino o surpreenderia a ponto de ele questionar o Natal. Era perto das dez da noite, quando a ambulância do Samu chegou com três vítimas de um acidente de carro. Com poucos médicos no plantão, Alberto tinha que decidir rapidamente em levar todos para o centro-cirúrgico. Quando se preparava para atender os pacientes, uma enfermeira interrompe e diz:

- Doutor, acaba de chegar um paciente com um prego na cabeça

Alberto continuou impassível. Respirou fundo e pareceu imóvel. A enfermeira repetiu:

_ Doutor, o senhor me ouviu? Tem um paciente com um prego na cabeça que acabou de chegar.

_ Ah, é? Ele que se dane e espere. Tem uma família inteira com fratura. Quem mandou esse louco enfiar um prego na cabeça.

_ Bom, o senhor que sabe.


Alberto terminou o que estava fazendo e foi até o homem para ver a ficha. Sem olhar para o paciente, ele perguntou seco

_ O senhor colocou um prego na cabeça por quê?

_ Porque eu estava me sentindo muito sozinho nesse Natal, respondeu o morador de rua.

Alberto sentiu um soco no estômago. Teve vergonha de estar de costas para aquele homem inocente. Virou-se, encarou o homem pequenino, frágil, com o prego enfiado no lado esquerdo da cabeça. Sentiu pena, não do homem, mas dele mesmo por não se incomodar anos e anos de passar o Natal sozinho. Foi ali que ele falou para  a enfermeira.

_ Leve esse paciente primeiro para o centro cirúrgico.

Alberto queria operá-lo logo, fazer com que o paciente fosse para o quarto e tivesse companhia. Queria, ele, se livrar da culpa. E, ao contrário dos anos anteriores, desejou muito estar em casa, na companhia dos seus queridos. A lição do Alberto é uma lição pra muita gente no Natal. Mesmo quem viver sozinho, quem não tiver família, que não tiver amigos, deve hoje procurar companhia, deve hoje procurar conforto na companhia de pessoas queridas. Porque sempre há pessoas queridas por aí.

Um feliz Natal pra todos nós, cristãos ou não cristãos!

Irma (em nome do trio da alegria, Zoe e Mari)

ps. Meninas, sou muito feliz por ter a companhia de vcs. Hoje e sempre.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A falta de educação no Natal

Começou a temporada do salve-se quem puder de fim de ano. O espírito natalino toma conta da cidade e das pessoas que não estão nem aí para o próximo, para o anterior e para quem está ao lado. Parece ironia, mas quanto mais o Natal se aproxima, mais algumas pessoas aumentam o espírito egoísta e o da falta de solidariedade.

Nessa semana, encontrei gente furando fila no caixa, gente roubando vaga no estacionamento do shopping (mesmo vc dando seta, avisando que vai entrar na vaga), gente que finge que não te vê e quase passa o carrinho do supermercado no teu pé (e, claro, não pede desculpa), gente que abre produto no supermercado, come e sai sem pagar (na maior cara de pau), gente que "chucha" (sabe aquele chiu pra mandar o outro calar a boca) criança que chora com medo do Papai Noel no shopping (eu vi isso, juro!), gente que sai da festa do amigo secreto da firma de fininho sem pagar todo o valor que consumiu no bar (fim de feira), e por aí vai....

Nem parece que a data significa "celebração do amor e do nascimento de Cristo". É uma crônica do mau humor e da falta de sensibilidade que choca. Quem ainda for às compras, recomendo levar na bolsa, além do cartão de crédito, muita paciência, muita educação e muito, muito amor para dar.
 
Irma

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O presente de Natal e a flor roubada



"Querido Papai-Noel, nesse Natal quero paz, saúde e amor para mim e para as pessoas que eu amo. No dia 24, darei um abraço apertado em todo mundo que conheço, mandarei torpedos para amigos que gosto, e ligarei para os amigos que amo. Mas como estou meio sem grana, não vou comprar presentes"

Essa carta poderia ser escrita por mim e por muitas pessoas que estão lendo o blog. Quem não precisa economizar dindim levanta o braço? Idem pra quem não gosta de ganhar presentes. Pois é, se todo mundo gosta de ganhar presente, melhor resolver, sim, dar presente pra quem merece, pra quem a gente gosta.

Não precisa gastar os tubos e rios de dinheiro. Se faltar grana, não pode faltar imaginação. O que não dá é pra chegar na noite do Natal de mãos abanando e dizer pro seu amor "Ah, essa coisa de data é bobagem. Depois eu te compro algo bem bonito". Não é bobagem mesmo.

Quem ama cuida. E cuidado requer atenção. Lembro sempre da história de uma amiga que nunca havia ganhado um presente do namorado. Resignada, ela me disse: "Tudo bem que ele está desempregado, mas será que ele náo poderia me dar pelo menos uma flor roubada de um jardim?"

Sim, uma florzinha pequena de um jardim é melhor do que qualquer desculpa para não presentear quem a gente gosta. E como hoje é dia 20, ainda temos quatro dias para ir às compras ou ao jardim do vizinho.

Irma

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Brincar de "Eu Nunca...."

Muito muito divertido! Na Festa de Arromba que falei pra vocês que iria no sábado passado, e da qual só voltei no domingo depois das 7:00 da manhã, esse grupo madrugador que ficou até o final da festa se revelou numa brincadeira divertida e inusitada: EU NUNCA! Não sei quanto à vocês mas eu nunca tinha brincado e adorei!!!! Fizemos uma versão erótica e todos os comentários tinham que ter conotação sexual! Gente quase morremos de rir. Não fomos tão categóricos quanto à obrigação de se beber vodka, ou outro destilado qualquer quando discordávamos da afirmação ou teríamos todos que sair de lá carregados!

O mais engraçado é que a brincadeira dá margem pra interpretações errôneas e a reputação das pessoas pode ir por água abaixo como a Zoe pode bem detalhar a vocês mais tarde....

Enfim saber de detalhes da vida erótica de amigos e nem tão amigos é sempre divertido e nos colocamos a imaginar o sujeito em sua frente fazendo ou não aquilo, daquele ou daquele outro jeito!haahahahaha.....

Por exemplo:  Eu digo:  _ Eu nunca transei numa Igreja! Quem já transou tem que tomar uma dose de bebida!
E a coisa pode e fica mesmo muito engraçada! Um de nossos amigos já fez quase de tudo na vida! Dado e feliz!
Enfim, passamos horas muito agradáveis. Uma das festas entre amigos de final de ano!

Quero também dizer a vocês que estarei entrando em férias a partir de quinta feira dia 16/12 e só voltarei ao blog no ano que vem!!!! Realmente não quero nem passar perto de um computador!!!! Vocês entendem né?
Estou cansada.... voltarei com muitas histórias e muitos comentários nos blogs de vocês!



A Zoe também estará indo para o Chile! Então será a Irma quem tomará conta de vocês.

Quero somente terminar dizendo que estou adorando esta experiência do blog. Me diverto muito escrevendo, lendo os comentários e os blogs de vocês que passam por aqui pra nos prestigiar! Mais uma vez obrigada! E desejo a todos vocês de coração um Feliz Natal (pra quem gosta ou não de comemorar....) e pra quem não é cristão, que se divertam de qualquer forma se você for Judeu, muçulmano, budista, praticante do espiritismo, candomblé, ou qualquer outra seita ou se é ateu!!!!

Que 2011, ano do Coelho venha fértil, bonito, cheio de novidades, alegrias e aprendizagem! Eu vou voltar a fazer aula de canto!!!! Essa é minha principal proposta pra 2011, e quem sabe "sereiamente" chamar meu novo amor! hahahaha.....

beijocas,

Mari

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

As coisas que não quero na vida

Escrever no blog é para mim como uma sessão de descarrego. Vou colocando para fora todos os sentimentos à flor da pele, os contidos, os represados. Tento escolher temas que tenham a ver com meu estado de espírito ou de amigos e pessoas próximas a mim. Mas o mais delicioso desse processo é receber os comentários dedicados de leitores. E, no Sozinhaouacompanhada, temos (eu, Mari e Zoe) o prazer da companhia de leitores incríveis. Um deles é o A. Marcos, que tem um blog super sensível e bem escrito.

Há algumas semanas, escrevi um texto sobre uma amiga que está saindo com um cara recém-separado e que está às voltas com a depressão do rapaz. No seu comentário, o Marcos colocou algo que achei sensacional e que passei a repetir em as rodas de amigas quando o assunto é relacionamento:

"Para conseguirmos viver com alguém, nos relacionarmos com alguém, não precisamos ter certeza do que queremos. Basta sabermos o que não queremos"

De fato, a gente não tem 100% de certeza do que queremos. Antes de tomarmos decisões, vacilamos, temos medos, dúvidas. E, mesmo depois de anos convivendo com uma pessoa, as incertezas continuam. Mas a gente sempre sabe o que não quer da vida. Podemos, então, seguir adiante por exclusão. Se você não gosta de mau-humor, melhor pensar duas vezes antes de se relacionar com alguém que vive assim. Se você tem medo de se sentir insegura, melhor não ficar com alguém que sempre trai e que vai deixá-la em estado permanente de insegurança, e por aí vai.

Diante disso, seguindo o conselho do Marcos, fiz uma lista mental sobre o que não quero na minha vida. Isso certamente vai me ajudar a conquistar as coisas que eu quero.

Irma

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sexo na TV !!!!



Muito bom o programa Globo Reporter de sexta passada 10/12. Tratar de sexo de maneira inteligente e aberta, discutir Tabus com profissionais competentes e conseguir atingir uma porcentagem imensa da população como faz a Rede Globo é muito positivo! E todos sabem de minha paixão por tartarugas...

Apesar de ser sexta feira fiquei em casa, afinal no sábado teria uma FESTA DE ARROMBA...hahaha... e já estou naquela idade que não dá pra curtir os três dias do final de semana. E qual não foi minha surpresa quando vi qual era o tema do Globo Reporter e como a abordagem estava sendo feita de uma forma positiva!

Eu gosto de programas informativos e tiro o chapéu pra produção da Rede Globo de maneira geral, tanto em novelas, como programas informativos, culturais e jornalísticos. O cuidado é impecável. Há programas que desgosto muito: Domingão do Faustão, Zorra Total, ou mesmo as novelas, eu não gosto de assistir, mas é inegável que eles executam com esmero a arte televisiva....(se é que essa palavra existe, e eu acho que não!!!).

De qualquer forma tratar-se de ejaculação precoce, impotência, frigidez, medicamentos para melhorar a qualidade da vida sexual, Viagra, homosexualismo dentro da família e na sociedade, preconceitos em geral em relação ao sexo é muito interessante, inovador, educativo.

Pra mim, uma das melhores partes foi o depoimento de um senhor de 73 anos que sofria de ejaculação precoce nos últimos quase 20 anos da vida dele e agora resolveu procurar tratamento no Hospital das Clínicas e após 12 sessões de terapia com uma psicóloga já melhorou seu desempenho e ele e sua esposa estão curtindo mais seus momentos íntimos! Achei simplesmente fantástico esse senhor e a esposa dele darem seus depoimentos em rede nacional de televisão sobre um tema tão íntimo e até tão pouco tempo tão secreto, polêmico e envolto em tabus! Parabéns a esse casal fantástico que não desistiu do sexo e de melhorá-lo, que não deixou a idade e preconceitos ditarem o futuro de sua intimidade e parabéns à Rede Globo e à produção do Globo Repórter por um programa tão educativo, inteligente e despretenciosamente elucidador.

E melhor sexo a todos nós....sozinha ou acompanhada.....hahahaha....

beijocas,

Mari

domingo, 12 de dezembro de 2010

A vovó mais feliz do mundo



Aos 91 anos, vovó Frederika  já poderia morrer em paz com todas as coisas lindas que havia feito na vida e com tanta história para contar. Judia húngara, ela foi perseguida pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e ajudou a esconder 11 pessoas. Chegou a ser ferida por uma bomba e sobreviveu. Em Budapeste, foi forçada a deixar a cidade por conta do regime comunista e emigrou para a França.

Há quatro anos, Mamika, como é carinhosamente chamada pelo neto Sacha Goldberger, entrou em depressão. Todo seu senso de humor e cinismo, descrito por Sacha, ficaram escondidos. "Foi ela quem me deu o primeiro cachorro e até pegou um telefone de uma menina que me interessei em um restaurante", diz o fotógrafo Sacha.

Para ajudar a avó a voltar a ter brilhos nos olhos, Sacha começou a fotografá-la com roupas de super heroína em cenas incomuns que retratassem o humor dela. As fotos são divertidísimas: Mamika na cama com o Super Man e o Batman jogado ao chão (foto acima); Mamika voando em uma  esteira de academia; Mamika no salão (abaixo). Todas cenas inspiradas na história de vida dela. No começo, Mamika estranhou, mas logo depois aceitou o espírito da brincadeira.








O resultado foi incrível. As fotos já foram expostas em galerias na Europa, viraram livro, e, em breve, um filme começa a ser rodada nos moldes de "Peixe Grande". Mamika (que significa vovó) não só saiu da depressão, como hoje curte seu sucesso no Facebook, onde tem  mais de 7.000 seguidores,  e na sua página no MySpace, com dois mil internautas. Todos os dias, as pessoas deixam recados para ela em tom carinhoso: "Você fez meu dia ficar melhor". O neto conta que a avó está muito feliz. "Ela quer convidar todos para vir tomar um chá aqui", conta. "A lição mais importante dela é que chorar nunca adianta. É preciso lutar. Mamika inspira. Com muito humor, a gente chega lá.

Irma

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O perigo de uma única história!



Como vocês sabem sou professora de inglês e procuro sempre ter uma variedade de materiais inteligentes e bacanas e estimulantes pra trabalhar com meus alunos. Tenho muitos alunos avançados e trabalhamos com textos e também videos do youtube, mas pra mim, ensinar de maneira geral é sempre aprendizado e tem que ter significado e tem que ter intimidade, renovação, lições de vida! Adoro quando descubro alguma coisa nova e fantástica que poderá emocionar meus alunos e despertar neles algo maior, um objetivo.

Esta semana uma amiga de "sarau" Cris, figura interessantíssima, que também é professora de inglês, me passou por email este material que é simplesmente MARAVILHOSO.... Definitivamente vou fazer muita gente pensar sobre isso! Trata-se da escritora Nigeriana Chimamanda Adichie, falando sobre o perigo de somente se conhecer uma única história. A apresentação dela é super emocionante e interessante e pra quem quiser conferir no total (duração de 19 minutos que valem muito a pena, é em inglês e tem legendas em 26 línguas diferentes, inclusive português! Nas aulas trabalho com as legendas em inglês também!), é só clicar abaixo:
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html



Mas só pra vocês terem uma idéia da magnificencia de suas palavras, ela diz como as histórias são importantes e dizem muito de um povo! "Se você quiser acabar com um povo, a melhor maneira é contar a história deles e começar com a segunda parte. Comece a história com as flechas dos índios e não com a chegada dos Europeus e você tem uma história completamente diferente. Os poderosos sempre têm muitas histórias, então conhecemos várias facetas deles, mas o que você conhece dos diferentes países Africanos ou da América Latina, ou da Bolívia??? Você conhece várias histórias ou somente uma história?

Todas as nossas histórias nos fazem quem somos! E o mundo, o que conhece do Brasil? Uma única história de corrupção e subdesenvolvimento e favelas e carnaval e a floresta Amazônica ou muitas histórias de sucesso também?

As histórias únicas criam esteriótipos, e o problema do esteriótipo não é que ele é falso, mas é incompleto. Eles fazem uma história se tornar a ÚNICA história! Roubando a dignidade das pessoas e enfatizando as diferenças ao invéz das semelhanças, enfatizando geralmente o negativo, o violento, o cruel, o pior!

E se tivéssemos várias histórias sobre a África, sobre o Oriente Médio, sobre a América Latina. As histórias são importantes! Todas elas! Elas podem ser malígnas e usadas para desqualificar e desclassificar, mas também podem ser usadas para humanizar e dar poder!

Enfim temos que nos abrir para outras histórias inclusive das pessoas que nos cercam,  temos que construir para nós mesmos e nosso país, nosso trabalho, nosso mundo, muitas histórias. E que elas sejam boas e enfatizem o melhor e prezem a educação!

beijocas,

Mari

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sonhos em forma de doces e fotografia

Como já comentei aqui anteriormente, estou num período meio esquisito no trabalho. Se fosse a Mari, ela diria que estou "between jobs" - entre um trabalho e outro. Chique né? Isso significa que aguento muita coisa que não gostaria enquanto busco a colocação dos meus sonhos - rsrs...

PopCake - ai, ai...
Sonhos?! Isso me lembra uma grande amiga minha, Lilian Nakashima.

Nos conhecemos há quase vinte anos. Trabalhávamos juntas. Lá, éramos todas iniciantes na arte da comunicação. Lili, como carinhosamente a chamo desde sempre, era uma jovem tímida e recatada.

Eu, na minha volúpia e arrogância de "quase gente grande", era exatamente o contrário. Claro que deu meleca algumas vezes, né? E claro que eu não lembro!!! Mas ela sempre conta algumas histórias.
Algumas, reforçam o quanto ela foi importante para eu conseguir enxergar e mudar muito esse meu lado doido. Outras, indicam que eu também consegui ajudá-la em alguns processos interessantes. Tudo isso só ajudou a crescer mais ainda o carinho que tenho por essa rapariga.

O que tem tudo isso a ver com sonhos?!

Bem, vamos lá. Lili é jornalista. Fotógrafa de mão cheia. Trabalhou comigo em uma grande empresa. Nunca vi uma pessoa tão autocrítica e dedicada em fazer mais e cada vez melhor (às vezes até demais...)

De repente, se viu sem um emprego tradicional... E deu a volta por cima! Voltou seus esforços à fotografia, abriu uma agência de comunicação com uma parceira de respeito e começou a fazer biscoitinhos... Surpreendente, não é?

Mas a agência não estava indo muito bem. A fotografia aumentando e os biscoitinhos (entre otras cositas) fazendo um grande sucesso.

Outra volta. Fechou a agência e começou a se dedicar somente às fotos e aos quitutes.

Hoje o blog O doce mundo de Lili é a porta de entrada para quem deseja ter docinhos e quitutes diferenciados e realmente deliciosos. Ela já até mandou cupcakes e biscoitos para Salvador! É mole? E em 2011 vem mais novidades por aí!

A fotografia também tem seu espaço garantido. A Caixa Mágica da Lili mostra o trabalho fantástico que ela faz com crianças e grávidas. É encantador a forma com que ela fascina os pequenos. Minha sobrinha se atira nos braços dela toda vez que a encontra.

Lili teve coragem para mudar várias vezes. Soube controlar seus medos e seguir em frente para conquistar seus sonhos. Nunca desistiu, apesar de ainda vencer uma batalha por dia. Tem o apoio de sua família. Seus amigos simplesmente a adoram. É uma pessoa pragmática, cujos sonhos não são sonhados, são transformados em passos e objetivos nunca deixados para trás.

Ao lembrar de toda essa trajetória, suspiro profundamente e agradeço por ter conquistado a amizade dessa minha querida irmã adotada (e da mãe e irmã dela também, que eu adoro).

De uma menina tímida e recatada, para uma mulher forte e decidida. Mas ainda com aquele jeito doce e sempre com um largo sorriso. Mulher daquelas que faz a gente pensar: "Pôxa, eu queria ser mais assim, sabe?..."

Muito bom!

Um cheiro,
Zoe

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Antes do Pôr do Sol

Outro dia esta revendo o filme Antes do Pôr do Sol pela enésima vez e resolvi escrever este post.

Veja o trailer aqui
Eu simplesmente adoro aquele filme: Pelo formato em que foi gravado (parece que não teve cortes!), pelo tema abordado (romance, re-encontro...), mas principalmente pelo conteúdo. Ele poderia ser apenas daqueles filmes românticos que no final dá tudo certo, mas vai além.

Discute o quanto um romance mal-acabado pode influenciar a vida emocional dos envolvidos, aborda casamentos por conveniência e a responsabilidade que isso trás, aborda questões profissionais e éticas, a capacidade de amar, o desejo de reviver momentos únicos e até política internacional!

De tudo, o que mais me chamou atenção foi o que a francesina Celine diz quando está no carro, indo para casa de carona com o seu sempre-amado Jesse, que voltará para a América. Ela afirma que já ensinou o que é amar para muitos dos seus namorados, mas que não se encontrou ainda (tudo bem, literalmente não é isso, mas estou no trabalho e não tenho como rever a frase correta, ok? Me perdoem!!!).

Queridas e queridos, eu já falei praticamente a mesma coisa! E caí na gargalhada (e depois no choro...) na primeira vez que vi a cena!

Quase todos os meus "ex'es" estão muito bem, obrigado, casados, com filhos e tudo mais. E eu...

Acredito piamente que o mais importante é a capacidade de amar, não de realizar o amor. Sei que é complicado, diferente, mas fico tão contente ao encontrar uma pessoa que amo feliz com alguém (depois de um tempinho de luto, claro, porque tenho sangue nas veias), que realmente não me incomodo.

Eu sei. É esquisito mesmo. E muitos dos meus amigos não conseguem compreender esse meu jeito.

Já tive várias oportunidades de casar (acho que contei aqui, né?), mas nunca segui adiante. Já morei junto... Mas, talvez, como Celine, esteja esperando meu Jesse do passado, presente ou do futuro aparecer. Será?

Num sei! O que realmente sei é que tenho total capacidade de amar! E isso, para mim, é o mais importante. Encontrar alguém (legal, cúmplice, que busque intersecção e tudo mais que já falamos por aqui) é importante, mas não fundamental.

Sozinha ou Acompanhada, quero ser feliz!

O que acham? Sou doida né?

Um cheiro,
Zoe

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

E as compras de Natal????



E então como fica esta questão do Natal, das compras de Natal, de passar o Natal com a família???
Como você lida com tudo isso??
Eu particularmente gosto muito do Natal.  Gosto de estar com minha família. Tem as crianças e as crianças fazem do Natal um tempo mágico, pois todas elas adoram e sorriem à toa, esperando o presente!
Tem a questão do Papai Noel! Eu nunca acreditei em Papai Noel! Sempre soube que era meu avô e meu pai os autores da façanha!!!! Mas acho tão legal! Eu era um Papai Noel fantástico até o ano que comprei meu apê...hahaha... hoje em dia ando meio duranga, mas assim mesmo tento pelo menos dar uma lembrancinha...

Acho que gostar ou não de Natal é meio que uma coisa que é inspirada na família! Minha família sempre gostou. Minha mãe excelente cozinheira, minhas tias também e sempre teve aquela coisa de "Ceia" e troca de presentes e a quantidade de comida que minha família fazia e faz até hoje é mesmo absurda!!! Acho que vem daquela época que as pessoas comemoravam a "festa da colheita". Afinal a cozinha é o Reino das Mulheres... desde os áureos tempos.... e então mostramos nossos dotes! Eu e minha mãe faremos a "Ceia" de Natal este ano na casa dela no interior e já estamos planejando o menu!!! E podem ter certeza que a comida é boa mesmo!

Também gosto de ir aos shoppings e ver as decorações e comprar mesmo! Quando posso acho uma delícia!
Pensar nas pessoas que gosto e no que poderia dar a elas que elas ficariam felizes....  Ah...é mesmo uma delícia... E quando como agora nesses anos de mais dureza e menos dinheiro, fazer alguma coisa legal, uma cartinha, um marcador de livros fofinho... qualquer coisinha que diga: "Gosto de você e você é especial pra mim!!!!"

Hoje em dia todo mundo pode ser Papai Noel, vá até os correios e pegue uma cartinha, acho que quase todos nós já recebemos esse email que podemos fazer o Natal de uma criança mais feliz!!! Eu com certeza vou!

E boas compras, boas vibrações....e muita alegria!!!!

beijocas,

Mari

domingo, 5 de dezembro de 2010

À procura do ex no Facebook



Que o Facebook vicia, isso todo mundo sabe. Quem tem, dificilmente, passa um dia sem checar mensagens, atualizações no mural. E qualquer manifestação de felicidade _encontro com amigos, festa de aniversário, casamento, jantar_ é postado em fotos na sua página para todo mundo ver.

O site une as pessoas, deixa a gente mais perto dos amigos mais distantes. Nossa, fulano casou. Opa, Beltrano tá separado e Cricrano teve mais um filho. 

Ontem, fui assistir ao filme "A Rede Social", que conta a história da criação do Facebook, a maior rede virtual de relacionamentos do mundo, com mais de um milhão de internautas. O filme vale um milhão de posts, claro. Mas o que me chamou a atenção é a paranoia do criador, Mark Zuckerberg, 26 anos, de querer se aproximar da ex, ainda que pelo Facebook.

Gente, quem não foi procurar informações do (a) ex no Facebook? É quase impossível não fazer isso. Em seguida, vem a tentação de mandar um pedido de amizade para o ex. Será que ele vai aceitar? Se o namoro/casamento terminou há anos, pode ser uma conexão saudável. "Bom te rever por aqui e saber que vc tá bem". Mas se o relacionamento terminou com reticências...hum, melhor pensar bem.

Tenho amigas que checam diariamente a página do ex. Querem saber se ele engordou, se tá careca, se mudou de emprego, se tá namorando, etc. E juram de pé junto que fazem isso apenas por curiosidade. Eu entendo, mulher é bicho curioso mesmo.

Outras _eu inclusive_ checam o Facebook da ex do atual. Buscam fotos, recados no mural, mensagens de amigos. Ah, e com direito a ligar pra amiga pra comentar a foto da ex. "Gente, como ela tá feia", hahahaha! Prova de que todo mundo tem um pouco de fofoqueiro. O Facebook é uma grande fofoca on-line que virou item de necessidade dos conectados. 

ps. antes de postar, eu chequei o meu Facebook

Irma

sábado, 4 de dezembro de 2010

Sol quente, verão... primeiro final de semana de Dezembro!!!!



O calor chegou e com ele menos roupa e mais suor!
Tem uma transpiração no ar.  De final de ano, de verão chegando, de esperança.
Love is in the air....



O sol tá quente... fui caminhar e por todos os lados as pessoas estão na rua.  Menos roupa e mais suor!!!
O verão inspira... talvez por transpirarmos tanto vamos eliminando o desnecessário....

Estou fazendo almoço, a Zoe está vindo e além de tudo ainda temos um sarau à noite, onde cantaremos, declamaremos, beberemos....hahahaha... enfim

Tenham todos um excelente final de semana.   Tomem aquela cerveja gelada, deêm muita risada e abram os olhos.... talvez um novo amor, amigo, sentido esteja perto!

Beijocas,

Mari

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Um convite bem interessante

Quem me conhece sabe que adoro meus amigos. E adoro também ter amigos de todas as idades. Sempre aprendo alguma coisa nova.

Dois deles me surpreenderam há umas duas semanas. O jovem casal me convidou para viajar com eles para o Chile! E eu aceitei, cara-de-pau!

A história dos dois é muito legal. Se conheceram no trabalho (todos nós trabalhávamos na mesma empresa) e lá mesmo começaram um namoro escondido. Ela saiu e foi para outra empresa. O relacionamento evoluiu. Foram morar juntos. Ele pirou... e desistiu do relacionamento.

Vira e mexe eu encontrava o rapaz no meu restaurantezinho japonês predileto. Conversávamos um pouco e já dava para perceber que o coração dele tinha dado um passo em falso.

Medo? Tudo muito rápido? Gênio, posturas ou desejos diferentes? Até hoje num sei exatamente o que rolou.

Mas sei que quando tem que ser, simplesmente dá tudo certo!!!

(Parece que quando num é a mulher que se assusta ao encontrar um grande amor, o homem faz as vezes. Mas sempre acontece, né?)

Depois de um tempo, encontrei os dois no mesmo restaurante e eles estavam juntos novamente! Não só "juntos", mas morando juntos e muito felizes.

De lá para cá, muito tempo passou e o relacionamento dos dois continua lá, forte e caminhando.

E eu me descobri encantada pelo rapaz! Afinal, eu era amigona da menina, né? E apenas colega de trabalho dele! Mineiro, com sotaquezinho simpático e super inteligente, quando nos vemos, conversamos horas a fio!

A minha querida amiga, companheira de muitas happy hours e baladinhas, continua linda, adorável e apaixonadíssima. Melhor impossível!

A surpresa foi num desses encontros divertidos, um almoço de várias horas: Vamos para o Chile?
Eu, de boca aberta, perguntei: Eu vou de vela? Muito ruim!!!
E a resposta foi uníssona: "Imagina, que besteira, a gente curte você, etecétera e tal..."

Claro que aceitei na hora, né?
E me senti privilegiada por tê-los como amigos!

E fiquei extremamente feliz por ver um amor maduro, consistente, romântico na medida certa, que num vive ensimesmado, mas ao contrário, que compartilha a felicidade e o amor e sabe a hora e o lugar de curtir uma cena à dois!

(Cá entre nós, não consigo acreditar em relacionamentos onde a palavra "eu" é substituída integralmente por "nós"! Não é?!)

E lá vou eu Chi, chi, chi... le, le le!!!

Vai ser bem legal!

Um cheiro,
Zoe

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quanto tempo dura o luto?

Essa pergunta foi feita a mim por uma amiga que está saindo com um cara recém-separado. Aos fatos: ela começou a ficar com ele ainda casado e ele se separou após perceber que o casamento não ia bem, obrigado. Foi difícil para ele tomar a decisão. De família religiosa, ele estava casado há 10 anos, e se preparava para ter filhos, tudo como manda o figurino.

Ele se separou e engatou o namorico com a minha amiga. Digo namorico porque ainda não é público. Acontece que ele continua mal, chora todos os dias, está triste. Diz que não está arrependido. Tem certeza de que tomou a decisão certa e de que ama com todas as forças a minha amiga. Apenas, diz ele, se sente culpado por ter "acabado com os sonhos" da ex, da família dele e da família dela.

Minha amiga, que o ama muito, diz que está cansada. Com medo de que ele morra na praia. De que eles nunca consigam ficar felizes. Após ouvir esse relato, me lembrei de um costume judeu muito importante, contado por um amigo da colônia. Para os judeus, o luto dura 9 meses. Durante esse longo período _que é o mesmo da gestação_ os familiares, amigos ainda estão tentando assimilar a perda. É a fase do processamento, em que é necessário cair algumas fichas.

Não sei se esse tempo se aplica a todos nós. Mas é um ensinamento importante de um povo muito sábio. Cada um sente a dor de um jeito, e cada um tem um jeito de lidar com a perda e com a culpa. O que me parece importante é que a fase de chorar é esta mesma, logo após a separação. Melhor viver o luto na hora certa do que tocar a vida alucinadamente, sem questionar e repensar as mudanças. A vida é movimento. A gente vive, muda, chora, sorri. Mas não basta dar passos importantes, é preciso pensar sobre os passos dados e os caminhos tomados.  Do contrário, a gente corre o risco de apenas viver, sem pensar. E a vida vai cobrar a fatura com juros depois.

Espero que o rapaz possa se recuperar logo dessa depressão e viver a vida leve, intensa, sem culpa. Afinal, ninguém é culpado por querer ser feliz, por querer mudar de vida.
  
Irma

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

As comemorações de final de Ano!!!

O mês de Dezembro começa hoje e algo interessante ocorre aqui na cidade dos bares (novo nome que estou agora dando a Sampa!)!  Parece que existe uma alegria eminente no ar e todo mundo tem happy hour quase todos os dias.  E muita coisa mesmo pra se celebrar!  O mais engraçado é que coincide com as chuvas e já começou bem esta semana com muita chuva.... muito congestionamento.... muita enchente!  E seja lá o que for que eles façam pra acabar com esta sina das enchentes de São Paulo, ela persiste e insiste!!!  Vários são os culpados, o governo displicente, as pessoas que jogam o lixo na rua, o número de carros que aumenta vertiginosamente, a impermeabilidade da cidade....



Contudo se celebra e comemora-se, mágoas são esquecidadas e inimigos de trabalho bebem juntos e ficam bêbados, e uma das coisas mais interessantes do efeito alcóolico é a nova disposição de amar!  Todo bebum desenvolve um amor isntantâneo ao seu companheiro de copo!!!!  Um de meus irmãos toda vez que está meio alto vem com aquele olhar de "peixe morto" me dizendo "Nana, você sabe que eu te amo né??!!!" hahahaha....

E eu adoro isso tudo!!!  A dificuldade de estacionar o carro, ter que pagar pelo flanela e não saber se quando chegar seu carro vai estar lá e como você o deixou.... se estiver chovendo meio molhada... com o cabelo armado!!!

Mas ao chegarmos no boteco e pedirmos nosso primeiro "chopps" e alguns "pastel" (afinal estamos em Sampa!), e olharmos para nossos amigos, ou colegas de trabalho, ou mesmo desconhecidos, ou amigos que não víamos a tanto tempo, brota mesmo um sorriso da alma!  E a gente sabe que este ano está acabando, que ainda temos milhões de coisas pra fazer, que tudo está passando muito rápido, mas que esses pequenos momentos valem a pena!

E tem o encantamento de ver tudo isso ao redor da gente, amigos secretos de várias companhias, amigas casadas relembrando o tempo de solteira, amigos que se separaram e contam os infortúnios, e o momento mais engraçado quando depois de duas horas no bar você já vê o paulistano alegre, feliz, abraçando o vizinho, falando com todo mundo, rindo de tudo, amando seu companheiro de garrafa, e sabendo que vale a pena, o trânsito, a chuva, a correria, afinal essa cidade é única e com certeza tem os melhores botecos do planeta e muita mas muita gente festeira!!!!

beijocas,

Mari

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Meu balanço 2010!

Como postei a alguns dias atrás fiz minha lista do ano de 2010!



Definitivamente foi um ano desafiador pra mim!  Tive que lidar com problemas de saúde, o que pra mim foi novidade!  Sempre fui muito saudável, mal tenho gripe!  Foram problemas ortopédicos e tive que fazer muitos exames e estou ainda em tratamento, mas já estou bem melhor.  De uma forma bem pessoal, sempre cuidei muito de minha saúde, vou ao gineco anualmente, faço todos os exames anualmente e tenho um médico pessoal, do qual já falei por aqui, meu amigo Amadeu que visito de dois em dois meses!  Não sou porém considerada saudável pois era fumante (por 33 anos!!!!! acreditem se quiserem...) e obesa, contudo eu me sinto muito bem!
Não emagreci nem um grama...hahahaha.... mas continuo gostando de mim do jeito que sou!  Aliás, ultimamente tenho me achado bem bonitona!!!  Acho que minha pele está mais bonita e eu estou mais feliz!  Estou mais relaxada, consegui deixar pra trás uma história de amor dolorida (com certeza só este ano!!!), me sinto mais tranquila  e em paz apesar de ter tido algumas "provações" este ano.  Acho que estou mais madura!
Quanto aos amigos e familiares estou num ótimo momento!  Grandes amigos que se mostram cada vez mais maravilhosos, novos amigos aparecendo, e posso dizer que tenho olhado para as pessoas com mais amor!  Isto muda o olhar da gente!
No trabalho tive um downturn e apesar de estar trabalhando menos e consequentemente ganhando menos estou mais feliz e descansada e fazendo mais coisas que gosto como ver filmes, ler e escrever, o blog!
Estou adorando a experiência do blog!!!! Eu a Irma e a Zoe!  Realmente curtimos muito este espaço, que está abrindo pra gente um canal também de auto-conhecimento e liberdade de expressão!
Estou sendo mais sensata pra gastar meu dinheiro.  Estou gastando menos e consumindo menos (mais por necessidade que por vontade!!!! hahahaha.....), porém assim pude descobrir outras coisas legais e que com certeza podemos viver plenamente com menos.
E principalmente este ano, disse a mais pessoas que gosto delas e que elas são importantes pra mim e que as amo e também sei que ajudei algumas pessoas e de certa forma isso foi legal na vida delas!  Olho pra minha mãe com mais amor e carinho hoje!  Sou mais compreensiva e julgo menos!  Isso está sendo fantástico.
Foi um ano muito bom 2010, e algumas coisas que não consegui fazer este ano vão ficar para o ano que vem, como meu projeto em Educação e Motivação!
Vamos ver o que nos trás 2011!  E agora, entrando Dezembro, começam as comemorações de final de ano... Sinto que este ano passou bem rápido, mas foi bem vivido!

beijocas,

Mari

domingo, 28 de novembro de 2010

Os gatilhos da vida

Depois de oito meses indo e voltando do trabalho de metrô, encarei de corpo e alma o trânsito de São Paulo. Para aqueles que não são dessa cidade louca e apaixonante, saibam que Sampa tem 11 milhões de habitantes e um índice de 61 veículos para 100 habitantes.

Dá para imaginar o tamanho da encrenca?!

Pois bem, a minha tranqüilidade foi bem abalada pela situação absurda de demorar 45 minutos para percorrer apenas 12 quilômetros... E não tem solução: o transporte público disponível demoraria muito mais (mas não desisto de pesquisar novas opções!).

De qualquer forma, o detalhe é que eu não havia percebido o quanto essa coisa doida do trânsito me transforma. Até que num dia, no carro xingando alguém que fez o que não devia na minha frente, lembrei de um desenho do Pateta que vi quando ainda era bem pequena. Nele, o delicado e gentil personagem se transforma em um mostro ao entrar no carro...

Eu era o Pateta!

Claro que caí na gargalhada sozinha no carro, e levei - claro também - uma buzina do pateta de trás!

Mas o susto foi enorme quando percebi a reação Dr. Jekyll e Mr. Hyde que alguns gatilhos da vida têm na gente! Não é somente no trânsito que me transformo! Fico extremamente fora de mim quando pessoas falam qualquer coisa que considero errado sobre a minha família ou amigos mais queridos. Perco a cabeça ao ver qualquer pessoa tratando um pouco mal um animal (cheguei até a parar o carro e discutir com uma mulher, uma vez)... e assim vai! E tenho uma grande amiga que já bateu em ladrão, né, Mari?!

Ainda não encontrei a resposta, mas sei que preciso saber ligar um alerta de aviso dentro de mim antes que a explosão aconteça. Não é seguro, nem faz bem. Ficar em alerta e sacar o tal gatilho é fundamental para não entrar na loucura da vida e manter certo equilíbrio.

Falo isso porque o depois do acontecido nunca é legal. Sempre fica uma ressaca que num vai embora apenas com um Engov, sabe?

O que acham?
E para quem não conhece o desenho, divirtam-se!

Um cheiro,
Zoe

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Telefone com muitos fios

Gente, hoje minha visita a uma loja de telefonia móvel virou a maior conversa de botequim!

Explico: após uma série de encrencas e reclamações, resolvi finalmente mudar de operadora. Então, saí um pouco mais cedo do trabalho e lá fui eu pensando na tortura que seria...

Qual a minha surpresa? A loja estava tranquila e fui atendida rapidamente (e muito bem, obrigada!). Depois de uma série de simulações e negociações, resolvi "tirar o escorpião do bolso" e fazer uma pacotão. Com isso, "ganhei" duas linhas, com celulares, para falar com a minha família.

E aí começou a conversa de botequim!

Vocês não imaginam o tanto de babado que acontece em uma simples loja de celular!!! Como o dia estava quase acabando e a burocracia da portabilidade, da compra e tudo mais é demorada pacas, as meninas, super simpáticas, me contaram algumas histórias.

Vai uma cerveja aí?

Tudo começou por causa do "plano família". Uma conta, muitos números. Então, que tal uma esposa ensandecida checando todos os números da conta que ela pagou, mas o telefone é o do marido, viu? Pois, a história é a seguinte: o marido mostrou a conta pela metade. Escondeu a parte detalhada onde aparecem os telefones... A mulher, mais do que desconfiada, foi até a loja e ligou para todos os números no balcão do atendimento. Dá para imaginar a cena?

Outra: marido enciumado pede cópia detalhada da conta da mulher. Detalhe: ele não é o titular e a atendente não pode fazer o que ele pede - primeiro com muita educação, depois... Os motivos ficaram meio no ar, mas deu para entender as entrelinhas.

E assim foram duas horas de muita risada e histórias. E eu fiquei pensando nessa coisa de tecnologia, o quanto somos dependentes, e também o quando ela nos atrapalha, nos deixando inseguros e curiosos.

Nossa imaginação começa a ir contra aos pensamentos bons que queremos sempre ter. A neurose do ciúme, acredito, piorou depois dessa coisa toda de mundo virtual. Afinal, quantas histórias não conhecemos de namorados/as que "mandaram" a parceira/o sair das redes sociais? Quantas vezes você num morre de curiosidade para saber que tanto torpedo sai e entra? E a troca de emails???

E aí vem uma história que aconteceu com uma amiga minha. Ela namorava um cara de Santos. Ele, super ciumento, meio que a afastou dos amigos e cercou a vidinha da rapariga. Com o tempo, as coisas começaram a ficar meio nubladas: ele sempre desligava o celular quando estava com ela, nunca a convidou para conhecer a família nem ir para a terra natal, etecetera e tal.

Um dia, com todos os sentidos gritando, ela deu uma incerta na casa dele e conseguiu resgatar uma conta de telefone. Checou os números e achou o de uma ex-namorada. Depois, com uma simples combinação racional de conhecimento dos gostos do rapaz mais lembrete de senha, conseguiu entrar na conta de email dele.

Adivinha? Ele ainda estava namorando com a ex!!! Isso depois de seis meses juntos!!! Nem preciso dizer que a coisa complicou né? Pelo menos ela se livrou do traste e está muito bem obrigada!

E o que ela me disse ao contar o causo, foi bem interessante. Prometeu nunca mais fazer o que fez. Acha que invadiu muito a privacidade dele, mas, apesar disso, não se arrepende. E jamais aceitará que qualquer pessoa a afaste de seus amigos. Mundo virtual? Ela adora, mas com muito cuidado e senhas bem esquisitas!!!

Eu heim...

Um cheiro,
Zoe

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A lista de final de ano!

Hello people!!!!
Geralmente as pessoas procuram fazer uma lista para o começo do ano e o que gostariam de executar nele!  Eu na verdade gostaria de propor uma lista do que foi mesmo muito legal ou não neste ano que está acabando e como você o vê em sua vida!

Que objetivos você alcançou?  O que aprendeu de novo?  Fez novos amigos?  Teve novos amores?  Aprendeu as lições ou terá que vivenciar os mesmos problemas novamente???

Está mais feliz e mais bonita?  Só então se prepare pra pensar no Ano Novo!  Acho que é um fechamento de ciclos!

O que acham???

Beijocas,

Mari

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A difícil arte de esquecer!




Acredito que dentro do nosso coração temos lugar para muitos amores.  Não comprei a idéia da "alma gêmea", do amor único e eterno!  Eu mesma já amei muito e várias vezes e homens muito diferentes de mim e diferentes entre si, e nem por isso mais ou menos dignos de serem muito amados.  E foram!

Amar é uma delícia.  Várias sensações químicas deliciosas ocorrem em nosso organismo e quando temos muita sorte, nos sentimos "em estado de graça" !!!  E quando temos mais sorte ainda nosso sentimento encontra respaldo em seu objeto de amor e se faz inconcebivelmente delicioso de ser vivenciado, nem que seja efêmero!

Acho também que o amor e sua arte são inerentes ao indivíduo e suas características próprias. Todos temos uma idéia generalizada do que é e de como é amar, mas sentir-se amado e amar alguém em si é uma experiência muito única e idiossincrática e nunca podemos ter certeza se funciona da mesma forma para todos.

São muitas pesquisas, muitos poemas, muita teoria... mas na verdade a grande certeza só temos quando o sentimento é nosso, quando o sentimos e entregamos, direcionamos, enfim, damos a alguém todo esse nosso sentimento, esse nosso amor!

Nem sempre o receptor está consciente do que está recebendo ou mesmo está disponível pra tal empreitada sentimental, está a fim de receber, sentir e partilhar o colossal sentimento que é o amor.  E quando o amor é unilateral então a desigualdade se estabelece de maneira irreparável e a única solução plausível e funcional é que o provedor caia em si e "tirando seu time de campo" ESQUEÇA!  

Mas como é complicado e difícil esquecer.  Eu particularmente morro dia a dia nessa infelicidade que pra mim é ter meu amor rejeitado.  Como externalizei uma vez a alguém inconsciente do que tinha significado pra mim nossa história " A rejeição é uma bosta! E eu não soube lidar com ela muito bem! Fiquei extremamente machucada." Enfim, considero Esquecer tão especialmente artístico quanto Amar!

Quando amamos alguém, canalizamos nosso melhor para essa pessoa e se ela se mostra desinteressada em nosso melhor, somos diretamente atingidos em nossa auto estima. Esquecer é então uma arte e saber fazê-lo com dignidade e honrosamente mostra-se uma tarefa para Samurais!

Por isso acredito que quando amamos alguém, um pedaço de nosso coração é dado a esse alguém e quando acaba, ou melhor quando o esquecimento entra em cena o pedaço fica simplesmente oco, nunca será substituído por outro amor ou outra pessoa.  Então mesmo depois de muito tempo sem ver, ouvir ou falar com aquela pessoa se o destino lhe pregar a peça de fazer com que vocês dois se esbarrem, é como se o ar, o chão e seu próprio cérebro fossem arrancados de você instantaneamente num segundo de interminável agonia. 

E tudo, absolutamente tudo, entra em cena novamente.  O amor e o esquecimento!

Beijocas,

Mari

obs. quem puder dê uma chegadinha no blog das meninas do Paraná Kézia e Fer, pois o post delas de hoje é muito importante! www.acidasedoces.blogspot.com


sábado, 20 de novembro de 2010

Os dois tipos de medo

"Existem dois tipos de medo: o ruim, que paralisa, e o medo que aparece para salvar, porque impulsiona"
Beth Goulart, em entrevista para a revista Lola deste mês

Amei essa frase e farei dela meu mantra esta semana. Ter medo é natural. Sempre. Mas fazer dele um empecilho para ir adiante, ser feliz, mudar de vida, é paralisar a vida. E isso é para covardes, fracos.

Seguir adiante quando um problema ou uma novidade surge pode ser doloroso, difícill, mas não seguir pode ser ainda pior. Como diria Raul, vou para não sei onde, mas vou no meu caminho. Sem medo de ser feliz

Irma

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Receitinha interessante para o amor!

No primeiro chá de cozinha da Irma (porque ela teve dois... um quando resolveram que morariam juntos definitivamente e outro antes do casamento de verdade), eu escrevi esta receitinha, pois ela pediu que levássemos nossas receitas favoritas para que ela fizesse seu próprio caderno de receitas (não que isso a tenha incentivado a cozinhar muito!!!! hahahaha... Nesse quesito, eu e a Zoe é que gostamos da alquimia da cozinha!). Mas tenho certeza que assim como eu, ela se lembra e guarda com carinho esse pequeno texto que eu particularmente acho tão bonitinho.

E hoje estou enviando pra outro caderno de receitas e conselhos para uma conhecida que se casará. Então decidi que valia a pena dividir com vocês também! Principalmente depois do post da Zoe de ontem, onde a discussão gira em torno da sedução, que deve sempre fazer parte da nossa vida! SEMPRE!

Uma boa dose de humor e amor são imprescindíveis...

Sempre coloque um sorriso na boca em primeiro lugar e tudo fica mais fácil e mais bonito... inclusive nós mesmos !!!!

A alegria é um dos ingredientes mais diferenciais que existe, nos ajuda a fazer do bolo da vida um prato bonito, cheio de recheio, cremoso e meloso como CHOCOLATE...

A PIMENTA tem seu lugar de destaque em qualquer QUARTO OU MESMO CAMA que se preze. Com muito romance, intimidade, cumplicidade toda sacanagem deixará saudade e isso é bommmmm...

Agora, o CARINHO tem que estar sempre no ponto e pronto para entrar na receita.

Um toque, um abraço, um beijo, dá aquele toque especial e como fermento faz crescer e crescer o sentimento que dá verdadeira LIGA à vida o AMOR...

Que ele esteja sempre presente, na geladeira pra conservar, no forno ou fogão pra esquentar, na sala de estar para unificar e principalmente no banheiro para não retardar o perdão que deve sempre chegar pelas merdinhas que uma hora ou outra todos nós fazemos !!!

Agora, no quarto e na cama temos que ter tudo relacionado abaixo: - as partes de baixo... bem dispostas e abertas... - a cabeça descontraída, atenta e criativa - os membros: braços e pernas cheios de vontade e prontos pro trabalho, para apertar, abraçar e enroscar.

E A BOCA PRINCIPALMENTE SEMPRE BEIJANDO, BEIJANDO

Beijocas,
Mari

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Você sabe seduzir? Os cientistas ensinam

Queridas e queridos,
um pequeno post sobre a matéria que saiu na IstoÉ dessa quarta, dia 17. O título é bem sugestivo: "A ciência da sedução". O conteúdo, interessante. Na matéria, a revista mostra que atração/sedução é pura reação cerebral. A acadêmia tem se debruçado em cima do tema e estudos interessantes foram divulgados.

A Universidade de New South Wales, da Austrália, fez um estudo para saber qual era o tipo de mulher mais atraente. A brasileira (hehe...), claro! Não. As altas de braços longos. Heim?

E mais, um estudo britânico aponta que os homens não percebem quando as mulheres estão de salto alto - só pode ser lá na Inglaterra, né? Salto alto é tudo!!! E você com etiqueta "Sou poderosa!". Impossível eles não perceberem!

Outros, apontam cabelos, roupas vermelhas, como pontos relevantes, e o rosto, como a porta de entrada para a sedução. E já tem até software que calcula o grau de atratividade de um rosto! Aff...

Sei lá. Acho tudo meio complicado. Mas se tantos estudiosos trabalham tanto para descobrir a verdade, vale a pena entendermos o Jogo da Seduçao, como conta a revista:

"1. Olhos nos olhos: a troca de olhares é o primerio lance. Em questão de segundos, faz uma análise física completa do outro. Se há reciprocidade, o jogo continua.

2. Detalhes tão pequenos: segundo a ciência, o rosto e o cabelo são as primeiras partes da mulher que os homens olham. Elas se atêm a detalhes como o olhar e o sorriso - e também ao tamanho dos ombros.

3. Caçada: Ao se aproximarem, mais dois quesitos são analisados: o cheiro e a voz. É nesse momento também que entram em ação os feromônios - sustância química que é sentida pelo outro, embora não tenha cheiro. Se alguns desses itens desagradar, há grandes chances de o jogo terminar nessa etapa.

4. Papo firme: Não basta um rostinho bonito, corpo beirando a perfeição, voz sedutora e um cheiro atraente - a inteligência, o comportamento e o humor são itens analisados na primeira conversa. Esse conteúdo subjetivo pode eliminar muitos candidatos.

5. Beija eu: Dez em dez cientistas que estudam atração garantem: o beijo é nota de corte no jogo da sedução. Se não agrada, a história não evolui.

6. Futuros amantes: a prova final para testar se a química iniciada numa simples troca de olhares é certeira é o sexo. Com o desejo consumado, resta saber se esse jogo bem-sucedido pode ser a base de um relacionamento amoroso promissor. Nem sempre - alertam psicólogos e antropólogos. Afinal, o amor é um novo jogo."

O texto apresenta muito mais e vale a pena ser lido. Mas cuidado para não pirarem na batatinha e virarem um robô, que analisa todos os passos e os do outro. Espontâneidade, para mim, é o maior charme!!! O que acham?

Um cheiro,
Zoe

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Um porre pra esquecer


Dois dias depois, eu ainda estou sentindo os sintomas do mega porre que tomei no domingo. Parecia uma adolescente abusando do álcool em plena tarde na casa de um amigo. Tava calor, a companhia era ótima, a comida (paella) excelente e eu fiquei alegre com vinho e cerveja.

Até que, resolvi abrir a geladeira e encontrei uma garrafa de rum aniejo geladíssima. Foi o convite pra abraçar o capeta. Virei um, dois, três, quatro, cinco....sim, cinco shots purinhos de rum. Tenho problema com destilado. Amo, amo destilado (vodka pura é minha preferida). E em nome do costume da ilha do Fidel, bebi o rum purinho, sem aquela frescura de misturar coca-cola, como fazem os espanhóis.

Gente, o fim da história, vcs imaginam. Eu chamei o Hugo, o Raul, o Fred e todos os amigos que puderam me abraçar naquele momento solitário pós-bebida. A cama rodava, a casa rodava. E rodou até tarde da noite. Só lembro de levantar às 3h da madruga pra beber água de coco, na esperança de que minha segunda-feira fosse melhor. Na hora que vc bebe, tudo parece divertido. Depois, ah, depois...

Depois eu fiquei pensando o que me levou a beber tanto. Não estou fazendo apologia à bebida, mas acho que um porre pode ser necessáro pra gente refletir. Ele serve para zerar, apagar mesmo algumas coisas.

O que eu queria esquecer, ainda não sei. Mas, como diria Milor Fernandes, "quem bebe para esquecer deve ficar realizado no dia em que já não lembra mais pra que é que bebe".

Irma

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Quando o ID começa a gritar....

Segundo a psicologia nossa personalidade é composta por três instâncias: o Id, o Ego e o Superego.  De maneira simplista seria dizer que o Id é o nosso inconsciente egoísta centrado no prazer; o Ego é o prático do dia a dia, que influenciado pelo Id mede a relação custo-benefício; e o Superego é o juiz e fiel depositário de nossos valores morais e sociais.  Ainda segundo Freud o ideal é ter-se um equilíbrio entre os três para termos uma personalidade equilibrada.  E praticamente todos nós sabemos que tal pessoa portadora das três instâncias equilibradas praticamente não existe!



Eu e a Irma estávamos conversando por telefone hoje e ela estava me contando que a Zoe vai trabalhar em Janeiro com um cara: "solteiro, olhos verdes, fortão, com um senso de humor ótimo, 39 aninhos, e bem sucedido profissionalmente... (fatos confirmados com a mesma depois por telefone!).  Eu já comecei a rir e nós duas de sacanagem pra lá e pra cá dizendo o que diríamos pra Zoe fazer!

Eu e as meninas adoramos ter esses papos engraçados por telefone em que deixamos o "demo" sair... É que nem sempre, por causa também de nossos horários malucos temos a oportunidade de conversar ao vivo e a cores.  Aliás, quando combinamos, ultimamente uma de nós acaba furando, né Irma, né Zoe que vinha tomar café hoje???  Mas a própria Irma postará sobre o porquê de ela estar dando alguns bolos.

Bom mas voltando ao assunto ficou realmente engraçado quando eu comecei a falar que um homem assim merece ser assediado no trabalho!  Gente dá muito trabalho se segurar perante tal coisa... E depois, disseram as boas línguas, que o moço em questão é também digamos "dado"... Hahahahaha....

Foi então que meu ID gritou e eu disse: "Se eu fosse ela ia trabalhar sem calcinha... e de vestido!!!"
Nós duas nos matávamos e isso é muito divertido e muito recorrente em amizades femininas sinceras.  Acho muito divertido quando temos liberdade de soltar geral assim.  Até mesmo porque como disse a Irma  ando numa fase tão Zen que achei que o ID tivesse morrido e ido diretamente pro inferno, ainda mais se tratando do meu ID... Conheço minhas perversões... Mas eis que de repente lá estava ele diante de tal possibilidade gritando pra ir sem calcinha e soltar esse inconsciente egoísta que está centrado no prazer!!!!! Dá trabalho, mas tenho quase certeza que deve valer à pena... hummmmm...

Beijocas,

Mari


domingo, 14 de novembro de 2010

O casamento dos M&M

Cá estou eu na minha caminha escrevendo para vocês. Tinha que ser agora!

Acabei de voltar do casamento do Marcelo e da Mariana. Lembram do post Hoje é dia de festa!? Então, hoje foi o grande dia! E foi bem legal!
M&M e Laica
O casamento foi daqueles bem tradicionais, com direto a um monte de padrinhos e madrinhas, araltos, coral e orquestra. Tudo muito bonito.

A Mari estava simplesmente linda! Vestido branco com uma enorme calda, véu longo, buquê de orquídeas lilás. Um luxo!

O Má, além de super emocionado (ele chorou um montão...), também estava lindinho com um lenço e um pin "charmosézimo". E tão contente!

A festa foi divertida, com comidinhas e bebidinhas deliciosas e um DJ bom D+!

O mais legal: o clima! Já fui em muitos casamentos, mas esse, em especial, assim como o chá-bar, tinha uma áurea de amor, amizade e harmonia em torno de tudo e todos.

Os noivos cumpriram o protocolo, passando por todas as mesas e tudo mais. Mas se divertiram pacas também de uma forma verdadeira e expansiva que há muito tempo eu não via em um evento desse tipo.

Quem me conhece sabe que adoro casamentos. Curto tudo! Mas o ritual da igreja é algo que ainda me incomoda. Além de não concordar com algumas posições do padre (mas respeito muito). Ao buscar o significado, descobri que o ato de o pai levar a filha até o noivo tem uma conotação de "estou entregando a minha propriedade". Coisa do passado que ainda se mantém. Claro que só euzinha para lembrar disso, né?

Outras tradições, comuns hoje, vieram de séculos atrás, como por exemplo, a lua de mel. Uma história conta que a lua de mel era, na idade média, um ato de sobrevivência do casamento com rapto, quando o marido mantinha a sua “esposa seqüestrada” escondida, para evitar que ela chamasse os parentes em seu auxílio. Lá eles permaneciam por uma fase da lua e bebiam uma espécie de vinho à base de mel para torná-los mais apaixonados.

Da mesma época vem a onda da noiva do lado esquerdo do noivo: se algum homem tentasse “roubar” a futura esposa do noivo, o rapaz a defenderia com a espada, usando o braço direito para o combate. Mas eu prefiro a que diz que quando a noiva fica no lado esquerdo, afasta o risco da infidelidade... rsrs

Eu, por exemplo, me casaria de vermelho, com véu e buquê de ervas e flores de laranjeiras. Entraria com o meu heroi pelo braço e chamaria todos os meus queridos para "pegar o buquê", que se desfaria no ar, espalhando a mistura em cima dos convidados.

Afinal, vermelho era uma das cores mais usadas no passado, véu é uma referência à deusa Vesta (da honestidade), que, na mitologia greco-romana, era a protetora do lar. As ervas proporcionam uma união segura e as flores de larajeira, uma família numerosa.

Divertido né? O site casadinhos conta mais algumas curiosidades sobre o ritual.

Independentemente do tipo de casamento, se moderno ou tradicional, no papel ou não, na igreja ou na praia, sei lá; o que conta mesmo, é o que tem de sobra no casamento do Má e da Má: amor, respeito, confiança e amizade.

Felicidade aos recém-casados!!!

Um cheiro,
Zoe

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Casamento com homens mais novos

Dados quentinhos divulgados pelo IBGE ontem revelam que cresceu o número de mulheres mais velhas que se casam com homens mais jovens. Gente, não é tudo esse dado? Eu achei. Talvez porque acredite muito no amor com grande diferença de idade e porque torço para que acabe o preconceito contra mulheres mais velhas que escolhem ter como parceiros homens novos. A Zoe até fez um post sobre isso, inclusive.

A pesquisa mostra que 23% das mulheres que se casaram pela primeira vez escolheram parceiros mais jovens. Mulheres entre 30 e 34 anos estão casando com homens de 27. Já as de 40 e 44 juntam as escovas de dentes com maridos de, no máximo, 39 anos. Uma das explicações é que as mulheres estão melhores colocadas no trabalho.

O número de divorciadas que se casam com solteiros também cresceu. Não é o máximo? Homens que nunca se casaram estão topando ir para o altar com mulheres maduras e experientes. Sem medo de ser feliz.

Irma

Quando economizamos no amor....

Nos tornamos mesquinhos e detestáveis!  É quando a generosidade e o bom humor vão pra ralo!




E não acho que seja realmente amor, denomina-se egoísmo.

Talvez eu tenha uma idéia um pouco irreal e utópica do amor.  Mas acho incrível que muitas vezes tratamos muito mal as pessoas que mais merecem o nosso carinho, amor e respeito.  Entre estes geralmente encontram-se: nosso parceiro(a), nossos pais, irmãos(ãs), nossos filhos(as), nossos amigos(as).  Aquelas pessoas que achamos que a intimidade nos dá o direito de esquecer datas importantes, acontecimentos importantes, até mesmo a importância que têm em nossa vida.  E muitas vezes usamos desta intimidade para desculpar ações indesculpáveis, como não retornar telefonemas, não sorrir ao rever, não ir ao aniversário, e o pior: ESQUECER! Que pra mim é o mesmo que indiferença e pra mim a indiferença mata, até mesmo o amor! 

Pois bem vou explicar melhor.  Depois de certa convivência, perdemos o interesse inicial que dá lugar a uma impaciência genuinamente desaforada.  Então começamos a rir sarcasticamente, a desvalorizar as opiniões, sensações; e mesmo o sorriso que antes vinha fácil, fica cada vez mais escasso.  As características que mais nos atraíram no início se tornam nosso martírio e queremos, porque queremos mudar a pessoa e moldá-la às nossas expectativas.

Pra mim isso tudo é sinal de economia de amor.

Não economizar é ligar sempre, sorrir muito com a boca e com os olhos, dar um abraço apertado, rir junto, defender, entender, lembrar sempre que aquela pessoa faz parte das pessoas que você ama muito.  E às vezes só pra ter mais consciência imaginar como se sentiria se aquela pessoa morresse.

Seja muito generoso com o amor, pois o universo sempre o traz de volta one way or another!!!!

Beijocas,

Mari 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quem precisa de psicólogo?




Eu sou ab-so-lu-ta-men-te a favor de terapia. Acho que o Lula e a Dilma poderiam criar o bolsa-psicólogo pra população ter acesso a um tramento digno de saúde. Porém, muita gente é contra sem nunca ter colocado os pés em um consultório.

Tenho uma amiga que acabou de levar um pé na bunda do namorado. O cara terminou o namoro de quase oito anos, sem dar muitas explicações. Ela, depois de ficar mal, claro, sacudiu a poeira e deu a volta por cima. Graças a Deus! Por outro lado, fico apreensiva quando ela diz pra mim que "não precisa e nunca vai precisar de terapia", sem nunca ter tentado saber como é.

Muita gente tem preconceito e acha que terapia é pra "louco", pra "gay", pra quem está "depressivo", pra quem é "bipolar". Pura bobagem. Terapia é algo caro, muito caro, mas com um retorno garantido. É a chance que a gente tem de cavar coisas que ficam lá no nosso subterrâneo, bem escondido, de descobrir a enfrentar nossos medos, de aprender a perdoar, de tentar mudar conceitos e defeitos. E engana-se muito quem diz que "terapia" é pra quem não tem amigos. Ter amigos é fundamental e indispensável. Mas não substitui terapia. Quem já fez, sabe do que estou falando.

Existem segredos, processos internos que nem pro nosso melhor amigo a gente consegue contar. A terapia tem esse papel de arrancar coisas da gente. Adoro uma cena do filme "A Lula e a Baleia", sobre dois adolescentes que acabam de saber da separação dos pais, na qual um garoto de 16 anos, totalmente avesso a ir psicólogo, acaba aceitando e marca uma sessão. De cara, ele diz que "não tem nada para dizer" para, em seguida, desabar a chorar. E isso é bem comum. Conheço amigos que indiquei para o meu terapeuta que passaram exatamente por essa cena: chorar logo depois de dizer "o que estou fazendo aqui?".

Tudo isso, pra dizer aqui, no blog, que eu gostaria muito que essa minha amiga reavaliasse a ideia de ir a um psicólogo, depois da nossa conversa. Não custa nada marcar uma sessão (a primeira costuma ser de graça) e tirar melhor as conclusões. Quanto ao preço, eu costumo dizer que esse dinheiro é um investimento na gente, como um plano de previdência emocional. Nossa mente agradece!

Irma

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A ciumenta do Paraíso

Queridos e queridas, tenho que confessar: já fui a ciumenta mais terrível de toda a face da Terra. Acho que nem Mari e Irma sabem desse meu passado... Hoje, todos me chamam de Suiça (aquele país neutro, sabem?) por causa do meu bom relacionamento com os "ex-es" e suas namoradas/amigas.

Mas vamos aos fatos!

Dia desses encontrei com um super-ex-namorado. Fazia tempos que não nos falávamos. E claro, a coisa toda veio a tona.

Namoramos quando eu tinha 19 aninhos (faz um tempão...), fui a primeira namorada séria e a única ciumenta desse jeito. E juro, ainda não sei porque fui tão neurótica com ele! A patologia era grave e atingia não só ele, mas a família e os amigos também. Meu apelido era Sargento!!! Que tal?

Eu era daquelas que fazia escândalos na mesa do jantar, saía batendo porta e não deixava ele falar com a melhor amiga, que, por azar dele, morava na frente da sua casa. Por sinal, azar era o nome do garoto: qualquer deslize sem gravidade ou qualquer consequência, eu sempre pegava e, claro, transformava em um grande acontecimento. Foram anos bem animados...

Numa dessas, eu cheguei até a comprar um maço de cigarros da marca que a amiga dele fumava apenas para colher verde. E colhi! Essa é uma das pequenas histórias...

Sinceramente não lembro de quase nada. Mas dei muita risada com as várias que ele contou com o jeito divertido dele de sempre. E disse que ele deveria escrever um livro de auto-ajuda contando todas as histórias e também dando exemplos de como ele deveria ter agido. Afinal, a dinâmica do casal depende das ações do casal, correto? Então a minha insanidade tinha um certo respaldo, né?

O livro seria uma forma de exorcizar tudo e ainda ajudar aos amigos. Ele me disse que tem vários companheiros bem mais jovens que também contam histórias assustadoras! Uau...

Depois de quase 20 anos, pedi desculpas por tudo, mesmo sem lembrar dos "causos", e ainda gostaria de pedir desculpas à família. Aff...

A boa notícia é que o trauma não foi tão grande assim: ele é muito bem casado e tem filhos lindos! Bom né? E mais: me disse também que na época fui o que ele precisava. Dei amizade, carinho, dedicação, amor, companheirismo e auto-controle (palavras dele, ok?).

O mais engraçado é que hoje eu não suportaria uma das minhas pequenas atitudes do passado e tenho certeza de que ele também não. E não sou lá muito ciumenta!!! Vai entender!

Acredito que todo mundo tem o lado A e o lado B. Vale sabermos como cuidamos desses dois lados e equilibramos a balança. Nada fácil, não é?

Um cheiro,
Zoe