E não acho que seja realmente amor, denomina-se egoísmo.
Talvez eu tenha uma idéia um pouco irreal e utópica do amor. Mas acho incrível que muitas vezes tratamos muito mal as pessoas que mais merecem o nosso carinho, amor e respeito. Entre estes geralmente encontram-se: nosso parceiro(a), nossos pais, irmãos(ãs), nossos filhos(as), nossos amigos(as). Aquelas pessoas que achamos que a intimidade nos dá o direito de esquecer datas importantes, acontecimentos importantes, até mesmo a importância que têm em nossa vida. E muitas vezes usamos desta intimidade para desculpar ações indesculpáveis, como não retornar telefonemas, não sorrir ao rever, não ir ao aniversário, e o pior: ESQUECER! Que pra mim é o mesmo que indiferença e pra mim a indiferença mata, até mesmo o amor!
Pois bem vou explicar melhor. Depois de certa convivência, perdemos o interesse inicial que dá lugar a uma impaciência genuinamente desaforada. Então começamos a rir sarcasticamente, a desvalorizar as opiniões, sensações; e mesmo o sorriso que antes vinha fácil, fica cada vez mais escasso. As características que mais nos atraíram no início se tornam nosso martírio e queremos, porque queremos mudar a pessoa e moldá-la às nossas expectativas.
Pra mim isso tudo é sinal de economia de amor.
Não economizar é ligar sempre, sorrir muito com a boca e com os olhos, dar um abraço apertado, rir junto, defender, entender, lembrar sempre que aquela pessoa faz parte das pessoas que você ama muito. E às vezes só pra ter mais consciência imaginar como se sentiria se aquela pessoa morresse.
Seja muito generoso com o amor, pois o universo sempre o traz de volta one way or another!!!!
Beijocas,
Mari






