sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Quando economizamos no amor....

Nos tornamos mesquinhos e detestáveis!  É quando a generosidade e o bom humor vão pra ralo!




E não acho que seja realmente amor, denomina-se egoísmo.

Talvez eu tenha uma idéia um pouco irreal e utópica do amor.  Mas acho incrível que muitas vezes tratamos muito mal as pessoas que mais merecem o nosso carinho, amor e respeito.  Entre estes geralmente encontram-se: nosso parceiro(a), nossos pais, irmãos(ãs), nossos filhos(as), nossos amigos(as).  Aquelas pessoas que achamos que a intimidade nos dá o direito de esquecer datas importantes, acontecimentos importantes, até mesmo a importância que têm em nossa vida.  E muitas vezes usamos desta intimidade para desculpar ações indesculpáveis, como não retornar telefonemas, não sorrir ao rever, não ir ao aniversário, e o pior: ESQUECER! Que pra mim é o mesmo que indiferença e pra mim a indiferença mata, até mesmo o amor! 

Pois bem vou explicar melhor.  Depois de certa convivência, perdemos o interesse inicial que dá lugar a uma impaciência genuinamente desaforada.  Então começamos a rir sarcasticamente, a desvalorizar as opiniões, sensações; e mesmo o sorriso que antes vinha fácil, fica cada vez mais escasso.  As características que mais nos atraíram no início se tornam nosso martírio e queremos, porque queremos mudar a pessoa e moldá-la às nossas expectativas.

Pra mim isso tudo é sinal de economia de amor.

Não economizar é ligar sempre, sorrir muito com a boca e com os olhos, dar um abraço apertado, rir junto, defender, entender, lembrar sempre que aquela pessoa faz parte das pessoas que você ama muito.  E às vezes só pra ter mais consciência imaginar como se sentiria se aquela pessoa morresse.

Seja muito generoso com o amor, pois o universo sempre o traz de volta one way or another!!!!

Beijocas,

Mari 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quem precisa de psicólogo?




Eu sou ab-so-lu-ta-men-te a favor de terapia. Acho que o Lula e a Dilma poderiam criar o bolsa-psicólogo pra população ter acesso a um tramento digno de saúde. Porém, muita gente é contra sem nunca ter colocado os pés em um consultório.

Tenho uma amiga que acabou de levar um pé na bunda do namorado. O cara terminou o namoro de quase oito anos, sem dar muitas explicações. Ela, depois de ficar mal, claro, sacudiu a poeira e deu a volta por cima. Graças a Deus! Por outro lado, fico apreensiva quando ela diz pra mim que "não precisa e nunca vai precisar de terapia", sem nunca ter tentado saber como é.

Muita gente tem preconceito e acha que terapia é pra "louco", pra "gay", pra quem está "depressivo", pra quem é "bipolar". Pura bobagem. Terapia é algo caro, muito caro, mas com um retorno garantido. É a chance que a gente tem de cavar coisas que ficam lá no nosso subterrâneo, bem escondido, de descobrir a enfrentar nossos medos, de aprender a perdoar, de tentar mudar conceitos e defeitos. E engana-se muito quem diz que "terapia" é pra quem não tem amigos. Ter amigos é fundamental e indispensável. Mas não substitui terapia. Quem já fez, sabe do que estou falando.

Existem segredos, processos internos que nem pro nosso melhor amigo a gente consegue contar. A terapia tem esse papel de arrancar coisas da gente. Adoro uma cena do filme "A Lula e a Baleia", sobre dois adolescentes que acabam de saber da separação dos pais, na qual um garoto de 16 anos, totalmente avesso a ir psicólogo, acaba aceitando e marca uma sessão. De cara, ele diz que "não tem nada para dizer" para, em seguida, desabar a chorar. E isso é bem comum. Conheço amigos que indiquei para o meu terapeuta que passaram exatamente por essa cena: chorar logo depois de dizer "o que estou fazendo aqui?".

Tudo isso, pra dizer aqui, no blog, que eu gostaria muito que essa minha amiga reavaliasse a ideia de ir a um psicólogo, depois da nossa conversa. Não custa nada marcar uma sessão (a primeira costuma ser de graça) e tirar melhor as conclusões. Quanto ao preço, eu costumo dizer que esse dinheiro é um investimento na gente, como um plano de previdência emocional. Nossa mente agradece!

Irma

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A ciumenta do Paraíso

Queridos e queridas, tenho que confessar: já fui a ciumenta mais terrível de toda a face da Terra. Acho que nem Mari e Irma sabem desse meu passado... Hoje, todos me chamam de Suiça (aquele país neutro, sabem?) por causa do meu bom relacionamento com os "ex-es" e suas namoradas/amigas.

Mas vamos aos fatos!

Dia desses encontrei com um super-ex-namorado. Fazia tempos que não nos falávamos. E claro, a coisa toda veio a tona.

Namoramos quando eu tinha 19 aninhos (faz um tempão...), fui a primeira namorada séria e a única ciumenta desse jeito. E juro, ainda não sei porque fui tão neurótica com ele! A patologia era grave e atingia não só ele, mas a família e os amigos também. Meu apelido era Sargento!!! Que tal?

Eu era daquelas que fazia escândalos na mesa do jantar, saía batendo porta e não deixava ele falar com a melhor amiga, que, por azar dele, morava na frente da sua casa. Por sinal, azar era o nome do garoto: qualquer deslize sem gravidade ou qualquer consequência, eu sempre pegava e, claro, transformava em um grande acontecimento. Foram anos bem animados...

Numa dessas, eu cheguei até a comprar um maço de cigarros da marca que a amiga dele fumava apenas para colher verde. E colhi! Essa é uma das pequenas histórias...

Sinceramente não lembro de quase nada. Mas dei muita risada com as várias que ele contou com o jeito divertido dele de sempre. E disse que ele deveria escrever um livro de auto-ajuda contando todas as histórias e também dando exemplos de como ele deveria ter agido. Afinal, a dinâmica do casal depende das ações do casal, correto? Então a minha insanidade tinha um certo respaldo, né?

O livro seria uma forma de exorcizar tudo e ainda ajudar aos amigos. Ele me disse que tem vários companheiros bem mais jovens que também contam histórias assustadoras! Uau...

Depois de quase 20 anos, pedi desculpas por tudo, mesmo sem lembrar dos "causos", e ainda gostaria de pedir desculpas à família. Aff...

A boa notícia é que o trauma não foi tão grande assim: ele é muito bem casado e tem filhos lindos! Bom né? E mais: me disse também que na época fui o que ele precisava. Dei amizade, carinho, dedicação, amor, companheirismo e auto-controle (palavras dele, ok?).

O mais engraçado é que hoje eu não suportaria uma das minhas pequenas atitudes do passado e tenho certeza de que ele também não. E não sou lá muito ciumenta!!! Vai entender!

Acredito que todo mundo tem o lado A e o lado B. Vale sabermos como cuidamos desses dois lados e equilibramos a balança. Nada fácil, não é?

Um cheiro,
Zoe

domingo, 7 de novembro de 2010

Minha visão a cerca dos homens em geral

Por sugestão de um leitor, que tem um blog super bacana "flush" e que faz comentários super pertinentes vou falar sobre minha visão dos homens!



Creio que na verdade nós todos homens e mulheres estamos passando por uma fase de ajuste de imagem, expectativa em relação a nós mesmos e nosso papel no mundo e em nossos relacionamentos.

Acredito também que a busca pela felicidade, uma idéia na qual se baseia toda a economia e fundamento do capitalismo tem gerado confusões imensas, pois hoje nossas responsabilidades ficam atrás de nossos direitos e com isso uma individuação constante e um individualismo crescente parece tomar conta de toda a sociedade.

As mulheres ganharam muito espaço e voz nos últimos 30 anos e os homens ganharam a oportunidade de terem realmente uma parceira, mas ao contrário do que se esperava isso também gerou muito conflito de imagem, expectativa, direitos e deveres.

Acho que homens e mulheres hoje estão meio perdidos em como e qual papel desempenhar na sociedade, qual exemplo dar e qual seguir, onde exigir e onde perdoar. Minha visão hoje, com mais maturidade é que tanto homens como mulheres tornaram-se extremamente materialistas e individualistas, de maneira geral, o que dificultou deveras um bom ajuste no relacionamento social.

Temos expectativas quase inalcançáveis em relação a nós mesmos e nossos parceiros. As pessoas parecem viver em constante insatisfação e com uma memória distintamente eficaz no que se refere ao negativo e às experiências ruins.

Minha visão do homem hoje em dia é de que ele está perdido. Não sabe mais qual é o seu papel na sociedade.Tornou-se mimado e egoísta. A aparência é muito mais importante que a inteligência ou o sentimento. Sucumbiu ao ter em detrimento do ser. E a mulher está correndo atrás dele e fazendo tudo igual!

Eu sei que está mais parecendo a visão do inferno, e sei também que temos sim muita gente que faz a diferença e procura mudanças positivas e dignas e se rebelam contra esse parâmetro inatingível de beleza e poder. E firmemente acredito que muitas pessoas aprendem as lições e melhoram e que essas transições são necessárias na nossa constante busca de um lugar comum justo e nobre.

E tem muito homem maravilhoso por aí! Legal, inteligente, com senso de humor e bom caráter. Homens a procura de um relacionamento amoroso gostoso, sexy e divertido. Homens que valorizam mais uma boa companhia e um sexo divertido e gostoso do que um corpo perfeito e bonito. Homens que são gentis e gostam de ser agradados e valorizados. Enfim acredito, sem ter uma visão ingênua e infantil, que podemos sim amar e ser amados e encontrar pessoas que estão dispostos a oferecer o que estamos oferecendo, senão até que a morte nos separe enquanto o riso e a alegria perdurar.

Não viver sempre a mesma história depende da gente e de quando mostramos à vida que aprendemos as lições!

Não sei se era bem isso que você esperava A.Marcos, mas essa é minha visão dos homens e das mulheres e do que estamos construindo em nosso mundo e na sociedade. E nunca me esqueço que o trabalho não está terminado, e que estamos em constante aprimoramento.

Beijocas,

Mari

sábado, 6 de novembro de 2010

Inauguração do Ateliê Aquaforte!

Ele tem uma filha talentosa, diretora de teatro aos 25 anos de idade. Já plantou uma árvore na varanda aqui de casa. E, por falta de um, já escreveu dois livros: um de poesia, outro de fotos.

Mesmo tendo seguido à risca a receita das coisas que você deve fazer antes de morrer, ele foi mais longe.
Criou um site próprio de fotos www.cesarnogueira.com.br. Fez exposição de fotos.
De dois anos para cá, ele também se aventurou no ramo da gravura e das aquarelas.
Passou a sonhar mais longe ainda.

Hoje, nesse sábado chuvoso aqui em São Paulo, ele fará a sua primeira exposição de arte, no ateliê que montou com o professor e uma amiga numa casinha bucólica na Pompeia.
Todos são convidados! Com direito a comidinha e bebidinha e muita, muita comemoração.
Porque realizar um sonho não tem preço.

Tim, tim, ao ateliê Aquaforte!
Tim, tim, ao eterno marido César que não cansa nunca de se reinventar e de criar.

Irma

ps. O endereço para quem quiser ir é Rua Francisco Bayardo, 440, Pompeia (no final da rua da padaria Dona Deola, na av. Pompeia, à direita). Eu, Zoe e Mari estaremos lá.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Um bom menino

No feriado, eu programei um "almoço di minina" com amigas queridas que não via há tempos. E assim foi até que um amigo em comum ligou e, claro, incluímos o rapaz no nosso encontro.

Obviamente, o assunto "relacionamento" rolou solto. Estávamos com larga vantagem: éramos 4 contra 1, apenas. E foi muito divertido. Após um bom tempo "falando mal dos homens" e rindo muito, meu amigo contra-atacou: "Num é bem assim. Não existem mulheres para os homens, isso sim", afirmou.

E contou alguns dos seus casos... Eu chorei de rir com tanta desgraça alheia! O rapaz é bem apessoado, alto, forte, bem encaminhado profissionalmente, divertido para caramba e ainda por cima romântico!!! Ele é realmente um bom menino.

Mas totalmente sem sorte no quesito amor. Eu brinquei com ele. Disse que tem o dedo podre... Uma amiga, mais íntima, foi além: disse que ele conseguiu transformar uma menina, aflorando o lado negro da garota. Por sinal, esse caso, dentre todos, foi o que me deixou mais surpresa.

O rapaz, totalmente apaixonado pela garota, mas morando na Eslováquia, mandou para ela uma passagem e planejou uma super viagem para os dois na Europa. A garota surtou e, em cima da hora, não foi. Ele ficou com o prejuízo e sem a namorada.

A última é tão trágica quanto essa: de volta ao Brasil, a namorada não quis vir junto. Pediu "um tempo". Ele, compreensivo, entendeu a situação e respeitou a rapariga. Mas ao voltar ao país para resolver a situação, encontrou a menina casada com um rico rapaz local e já grávida. Pode?

Depois dessas e outras histórias trágicas (e cômicas por vezes), tive que concordar com ele. Da mesma forma que nós reclamamos que os homens estão safados, perdidos, não querem nada com nada e tudo mais, os poucos românticos que ainda existem também sofrem. E muito!!!

As mulheres não só conquistaram a independência financeira, mas também a sexual. É fato. Pena que talvez nesse processo, algumas tenham deixado para trás algumas outras coisas...

Meu pai sempre me disse para não confundir liberdade com libertinagem. Eu nunca entendi isso na adolescência. Talvez tenha começado a entender. Sei lá. Mas num dá para julgar né?!

O amor, como já disse uma vez, anda mais do que líquido, anda volátil mesmo. Que pena.

Mas eu não desisto!!! E tenho certeza de que esse meu querido amigo -e todos nós- merecemos ser absolutamente felizes sozinhos ou acompanhados!!!

Um cheiro,
Zoe

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vazio!

Gente amanhã já é quinta feira!  Depois sexta e então um novo final de semana!  O Bom da semana curta e do feriado na terça: preguiça... e no meu caso um pouco de silêncio incorporado!



Pensei mesmo em vários e vários assuntos que quero postar e estou aqui em frente desta máquina querida a horas, já li todos os emails, tentei escrever alguns ( e não consegui!), já li e comentei vários blogs e cá estou dentre tantas coisas que gostaria de me expressar não conseguindo na verdade!

Queria também falar um pouco da eleição da nossa primeira mulher presidente mas creio que o post da Irma espelhou minhas idéias.  Desejo o melhor a nossa presidente e muito sucesso! Ela tem sim seu ar de mulher guerreira!

Pensei em falar sobre ser tia, sobre as mulheres Guerreiras (li muito a respeito!), sobre ser mãe (mesmo não sendo!), sobre as filhas cuidando das mães, sobre resolver os problemas de casa sozinha, pensei, pensei, pensei, mas hoje não vai rolar não pessoal!

Prometo algo legal para o próximo! Vamos interiorizar um pouco!  Vou pensar um pouco mais!  Só uma coisinha que pensei hoje o dia todo: " O mundo e as pessoas estão precisando de mais amor! Há um certo desamor no ar!"

Beijocas,

Mari