Queridas e queridos,
Desde a semana passada vem acontecendo uma boa nova, mas que assusta um pouco. Explico.
Como contei a vocês, estou em um período “idiota”, onde todos os medos, receios e a necessidade de virar a mesa estão juntos em um mesmo caldeirão sendo cozidos e temperados com vontade, desejo, força e capacidade instalada (kkk). Nada fácil fazer esse caldo engrossar e ser digerido, mas necessário e ponto.
E neste cenário, com a ajuda das tais “mídias sócias”, aparece um senhor na minha vida. Bom, né? Também acho. Mas desesperador também. Explico, com detalhes. Kkk
Conheci esse rapaz há anos. Trabalhávamos na mesma empresa e sempre nos encontrávamos no boteco que todo mundo ia. Ele é amigo de uma antiga paixão (e rolo forte) minha. Sempre o achei bonitão e super simpático, mas, até por conta do outro enrosco, jamais pensei em nada. Até que nos encontramos nesse tal de “feicebuqui”.
E começamos a “curtir” coisas um do outro. Até que um dia ele postou algo sobre um homem e uma mulher. Ambos procuravam a mesma coisa, mas se desencontravam. E entre um comentário e outro, ele deu uma entrada. Eu respondi.
Da página pública, fomos para as mensagens privadas (onde ainda estamos curtindo aquela coisa boa do “conhecer”, sabem?). E aí a coisa desabrochou. Entre uma mensagem e outra, mas picante, ele me falou de como me enxergava e o quanto me desejava. Levei um susto enorme. Porque, como vocês sabem, estou num momento onde “auto-estima” para mim significa “abismo negro”... kkk. E ele não me vê pessoalmente faz tempo! Como pode sentir algo assim por alguém que num vê há anos?
Nunca me achei uma pessoa bonita. Mas também nunca pensei muito sobre isso. Todos me “catalogavam” como uma pessoa hiper simpática, sorridente e exótica, como uma prima minha disse uma vez. Ultimamente, com o aumento de peso, uma pele péssima e o excesso de insegurança, a minha auto-imagem atingiu um nível de reprovação tão grande que, para mim, qualquer elogio ou a possibilidade de outra pessoa se sentir atraída por mim, me pareceu totalmente inadequado. Na realidade, eu me sinto inadequada a qualquer possibilidade de paixão, atração, desejo...
Pois bem. Essa inadequação pode ser fruto de várias questões e como levar isso adiante é que pode decidir se eu deixarei um homem muito legal entrar na minha vida ou se a sensação de ser inadequada, mais o medo de decepcionar o outro me impedirá de levar adiante essa coisa gostosa que está rolando. Afinal, após quase cinco anos com o mesmo homem, que te conheceu de várias formas e formatos, pensar em ficar nua na frente de outro me dá um certo pânico...
Qual a solução? Falar a verdade (e trabalhar isso com calma dentro de mim...). Se ele for legal, saberá entender o que rola, o passado e o presente, e me ajudará com o futuro.
Sabe o que aconteceu?
Vamos ao cinema... :)
Torçam por mim!
Um cheiro,
Zoe



