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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Inadequada?!

Queridas e queridos,

Desde a semana passada vem acontecendo uma boa nova, mas que assusta um pouco. Explico.

Como contei a vocês, estou em um período “idiota”, onde todos os medos, receios e a necessidade de virar a mesa estão juntos em um mesmo caldeirão sendo cozidos e temperados com vontade, desejo, força e capacidade instalada (kkk). Nada fácil fazer esse caldo engrossar e ser digerido, mas necessário e ponto.

E neste cenário, com a ajuda das tais “mídias sócias”, aparece um senhor na minha vida. Bom, né? Também acho. Mas desesperador também. Explico, com detalhes. Kkk

Conheci esse rapaz há anos. Trabalhávamos na mesma empresa e sempre nos encontrávamos no boteco que todo mundo ia. Ele é amigo de uma antiga paixão (e rolo forte) minha. Sempre o achei bonitão e super simpático, mas, até por conta do outro enrosco, jamais pensei em nada. Até que nos encontramos nesse tal de “feicebuqui”.

E começamos a “curtir” coisas um do outro. Até que um dia ele postou algo sobre um homem e uma mulher. Ambos procuravam a mesma coisa, mas se desencontravam. E entre um comentário e outro, ele deu uma entrada. Eu respondi.

Da página pública, fomos para as mensagens privadas (onde ainda estamos curtindo aquela coisa boa do “conhecer”, sabem?). E aí a coisa desabrochou. Entre uma mensagem e outra, mas picante, ele me falou de como me enxergava e o quanto me desejava. Levei um susto enorme. Porque, como vocês sabem, estou num momento onde “auto-estima” para mim significa “abismo negro”... kkk. E ele não me vê pessoalmente faz tempo! Como pode sentir algo assim por alguém que num vê há anos?

Nunca me achei uma pessoa bonita. Mas também nunca pensei muito sobre isso. Todos me “catalogavam” como uma pessoa hiper simpática, sorridente e exótica, como uma prima minha disse uma vez. Ultimamente, com o aumento de peso, uma pele péssima e o excesso de insegurança, a minha auto-imagem atingiu um nível de reprovação tão grande que, para mim, qualquer elogio ou a possibilidade de outra pessoa se sentir atraída por mim, me pareceu totalmente inadequado. Na realidade, eu me sinto inadequada a qualquer possibilidade de paixão, atração, desejo...

Pois bem. Essa inadequação pode ser fruto de várias questões e como levar isso adiante é que pode decidir se eu deixarei um homem muito legal entrar na minha vida ou se a sensação de ser inadequada, mais o medo de decepcionar o outro me impedirá de levar adiante essa coisa gostosa que está rolando. Afinal, após quase cinco anos com o mesmo homem, que te conheceu de várias formas e formatos, pensar em ficar nua na frente de outro me dá um certo pânico...

Qual a solução? Falar a verdade (e trabalhar isso com calma dentro de mim...). Se ele for legal, saberá entender o que rola, o passado e o presente, e me ajudará com o futuro.

Sabe o que aconteceu?

Vamos ao cinema... :)

Torçam por mim!

Um cheiro, 
Zoe

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O perigo de uma única história!



Como vocês sabem sou professora de inglês e procuro sempre ter uma variedade de materiais inteligentes e bacanas e estimulantes pra trabalhar com meus alunos. Tenho muitos alunos avançados e trabalhamos com textos e também videos do youtube, mas pra mim, ensinar de maneira geral é sempre aprendizado e tem que ter significado e tem que ter intimidade, renovação, lições de vida! Adoro quando descubro alguma coisa nova e fantástica que poderá emocionar meus alunos e despertar neles algo maior, um objetivo.

Esta semana uma amiga de "sarau" Cris, figura interessantíssima, que também é professora de inglês, me passou por email este material que é simplesmente MARAVILHOSO.... Definitivamente vou fazer muita gente pensar sobre isso! Trata-se da escritora Nigeriana Chimamanda Adichie, falando sobre o perigo de somente se conhecer uma única história. A apresentação dela é super emocionante e interessante e pra quem quiser conferir no total (duração de 19 minutos que valem muito a pena, é em inglês e tem legendas em 26 línguas diferentes, inclusive português! Nas aulas trabalho com as legendas em inglês também!), é só clicar abaixo:
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html



Mas só pra vocês terem uma idéia da magnificencia de suas palavras, ela diz como as histórias são importantes e dizem muito de um povo! "Se você quiser acabar com um povo, a melhor maneira é contar a história deles e começar com a segunda parte. Comece a história com as flechas dos índios e não com a chegada dos Europeus e você tem uma história completamente diferente. Os poderosos sempre têm muitas histórias, então conhecemos várias facetas deles, mas o que você conhece dos diferentes países Africanos ou da América Latina, ou da Bolívia??? Você conhece várias histórias ou somente uma história?

Todas as nossas histórias nos fazem quem somos! E o mundo, o que conhece do Brasil? Uma única história de corrupção e subdesenvolvimento e favelas e carnaval e a floresta Amazônica ou muitas histórias de sucesso também?

As histórias únicas criam esteriótipos, e o problema do esteriótipo não é que ele é falso, mas é incompleto. Eles fazem uma história se tornar a ÚNICA história! Roubando a dignidade das pessoas e enfatizando as diferenças ao invéz das semelhanças, enfatizando geralmente o negativo, o violento, o cruel, o pior!

E se tivéssemos várias histórias sobre a África, sobre o Oriente Médio, sobre a América Latina. As histórias são importantes! Todas elas! Elas podem ser malígnas e usadas para desqualificar e desclassificar, mas também podem ser usadas para humanizar e dar poder!

Enfim temos que nos abrir para outras histórias inclusive das pessoas que nos cercam,  temos que construir para nós mesmos e nosso país, nosso trabalho, nosso mundo, muitas histórias. E que elas sejam boas e enfatizem o melhor e prezem a educação!

beijocas,

Mari