Gente, hoje minha visita a uma loja de telefonia móvel virou a maior conversa de botequim!
Explico: após uma série de encrencas e reclamações, resolvi finalmente mudar de operadora. Então, saí um pouco mais cedo do trabalho e lá fui eu pensando na tortura que seria...
Qual a minha surpresa? A loja estava tranquila e fui atendida rapidamente (e muito bem, obrigada!). Depois de uma série de simulações e negociações, resolvi "tirar o escorpião do bolso" e fazer uma pacotão. Com isso, "ganhei" duas linhas, com celulares, para falar com a minha família.
E aí começou a conversa de botequim!
Vocês não imaginam o tanto de babado que acontece em uma simples loja de celular!!! Como o dia estava quase acabando e a burocracia da portabilidade, da compra e tudo mais é demorada pacas, as meninas, super simpáticas, me contaram algumas histórias.
Vai uma cerveja aí?
Tudo começou por causa do "plano família". Uma conta, muitos números. Então, que tal uma esposa ensandecida checando todos os números da conta que ela pagou, mas o telefone é o do marido, viu? Pois, a história é a seguinte: o marido mostrou a conta pela metade. Escondeu a parte detalhada onde aparecem os telefones... A mulher, mais do que desconfiada, foi até a loja e ligou para todos os números no balcão do atendimento. Dá para imaginar a cena?
Outra: marido enciumado pede cópia detalhada da conta da mulher. Detalhe: ele não é o titular e a atendente não pode fazer o que ele pede - primeiro com muita educação, depois... Os motivos ficaram meio no ar, mas deu para entender as entrelinhas.
E assim foram duas horas de muita risada e histórias. E eu fiquei pensando nessa coisa de tecnologia, o quanto somos dependentes, e também o quando ela nos atrapalha, nos deixando inseguros e curiosos.
Nossa imaginação começa a ir contra aos pensamentos bons que queremos sempre ter. A neurose do ciúme, acredito, piorou depois dessa coisa toda de mundo virtual. Afinal, quantas histórias não conhecemos de namorados/as que "mandaram" a parceira/o sair das redes sociais? Quantas vezes você num morre de curiosidade para saber que tanto torpedo sai e entra? E a troca de emails???
E aí vem uma história que aconteceu com uma amiga minha. Ela namorava um cara de Santos. Ele, super ciumento, meio que a afastou dos amigos e cercou a vidinha da rapariga. Com o tempo, as coisas começaram a ficar meio nubladas: ele sempre desligava o celular quando estava com ela, nunca a convidou para conhecer a família nem ir para a terra natal, etecetera e tal.
Um dia, com todos os sentidos gritando, ela deu uma incerta na casa dele e conseguiu resgatar uma conta de telefone. Checou os números e achou o de uma ex-namorada. Depois, com uma simples combinação racional de conhecimento dos gostos do rapaz mais lembrete de senha, conseguiu entrar na conta de email dele.
Adivinha? Ele ainda estava namorando com a ex!!! Isso depois de seis meses juntos!!! Nem preciso dizer que a coisa complicou né? Pelo menos ela se livrou do traste e está muito bem obrigada!
E o que ela me disse ao contar o causo, foi bem interessante. Prometeu nunca mais fazer o que fez. Acha que invadiu muito a privacidade dele, mas, apesar disso, não se arrepende. E jamais aceitará que qualquer pessoa a afaste de seus amigos. Mundo virtual? Ela adora, mas com muito cuidado e senhas bem esquisitas!!!
Eu heim...
Um cheiro,
Zoe
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
A ciumenta do Paraíso
Queridos e queridas, tenho que confessar: já fui a ciumenta mais terrível de toda a face da Terra. Acho que nem Mari e Irma sabem desse meu passado... Hoje, todos me chamam de Suiça (aquele país neutro, sabem?) por causa do meu bom relacionamento com os "ex-es" e suas namoradas/amigas.
Mas vamos aos fatos!
Dia desses encontrei com um super-ex-namorado. Fazia tempos que não nos falávamos. E claro, a coisa toda veio a tona.
Namoramos quando eu tinha 19 aninhos (faz um tempão...), fui a primeira namorada séria e a única ciumenta desse jeito. E juro, ainda não sei porque fui tão neurótica com ele! A patologia era grave e atingia não só ele, mas a família e os amigos também. Meu apelido era Sargento!!! Que tal?
Eu era daquelas que fazia escândalos na mesa do jantar, saía batendo porta e não deixava ele falar com a melhor amiga, que, por azar dele, morava na frente da sua casa. Por sinal, azar era o nome do garoto: qualquer deslize sem gravidade ou qualquer consequência, eu sempre pegava e, claro, transformava em um grande acontecimento. Foram anos bem animados...
Numa dessas, eu cheguei até a comprar um maço de cigarros da marca que a amiga dele fumava apenas para colher verde. E colhi! Essa é uma das pequenas histórias...
Sinceramente não lembro de quase nada. Mas dei muita risada com as várias que ele contou com o jeito divertido dele de sempre. E disse que ele deveria escrever um livro de auto-ajuda contando todas as histórias e também dando exemplos de como ele deveria ter agido. Afinal, a dinâmica do casal depende das ações do casal, correto? Então a minha insanidade tinha um certo respaldo, né?
O livro seria uma forma de exorcizar tudo e ainda ajudar aos amigos. Ele me disse que tem vários companheiros bem mais jovens que também contam histórias assustadoras! Uau...
Depois de quase 20 anos, pedi desculpas por tudo, mesmo sem lembrar dos "causos", e ainda gostaria de pedir desculpas à família. Aff...
A boa notícia é que o trauma não foi tão grande assim: ele é muito bem casado e tem filhos lindos! Bom né? E mais: me disse também que na época fui o que ele precisava. Dei amizade, carinho, dedicação, amor, companheirismo e auto-controle (palavras dele, ok?).
O mais engraçado é que hoje eu não suportaria uma das minhas pequenas atitudes do passado e tenho certeza de que ele também não. E não sou lá muito ciumenta!!! Vai entender!
Acredito que todo mundo tem o lado A e o lado B. Vale sabermos como cuidamos desses dois lados e equilibramos a balança. Nada fácil, não é?
Um cheiro,
Zoe
Mas vamos aos fatos!
Dia desses encontrei com um super-ex-namorado. Fazia tempos que não nos falávamos. E claro, a coisa toda veio a tona.
Namoramos quando eu tinha 19 aninhos (faz um tempão...), fui a primeira namorada séria e a única ciumenta desse jeito. E juro, ainda não sei porque fui tão neurótica com ele! A patologia era grave e atingia não só ele, mas a família e os amigos também. Meu apelido era Sargento!!! Que tal?
Eu era daquelas que fazia escândalos na mesa do jantar, saía batendo porta e não deixava ele falar com a melhor amiga, que, por azar dele, morava na frente da sua casa. Por sinal, azar era o nome do garoto: qualquer deslize sem gravidade ou qualquer consequência, eu sempre pegava e, claro, transformava em um grande acontecimento. Foram anos bem animados...
Numa dessas, eu cheguei até a comprar um maço de cigarros da marca que a amiga dele fumava apenas para colher verde. E colhi! Essa é uma das pequenas histórias...
Sinceramente não lembro de quase nada. Mas dei muita risada com as várias que ele contou com o jeito divertido dele de sempre. E disse que ele deveria escrever um livro de auto-ajuda contando todas as histórias e também dando exemplos de como ele deveria ter agido. Afinal, a dinâmica do casal depende das ações do casal, correto? Então a minha insanidade tinha um certo respaldo, né?
O livro seria uma forma de exorcizar tudo e ainda ajudar aos amigos. Ele me disse que tem vários companheiros bem mais jovens que também contam histórias assustadoras! Uau...
Depois de quase 20 anos, pedi desculpas por tudo, mesmo sem lembrar dos "causos", e ainda gostaria de pedir desculpas à família. Aff...
A boa notícia é que o trauma não foi tão grande assim: ele é muito bem casado e tem filhos lindos! Bom né? E mais: me disse também que na época fui o que ele precisava. Dei amizade, carinho, dedicação, amor, companheirismo e auto-controle (palavras dele, ok?).
O mais engraçado é que hoje eu não suportaria uma das minhas pequenas atitudes do passado e tenho certeza de que ele também não. E não sou lá muito ciumenta!!! Vai entender!
Acredito que todo mundo tem o lado A e o lado B. Vale sabermos como cuidamos desses dois lados e equilibramos a balança. Nada fácil, não é?
Um cheiro,
Zoe
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sábado, 2 de outubro de 2010
E o que vocês me dizem do ciúmes????
O ciúme é muito discutido e muito falado e com certeza de uma forma ou de outra presente na vida de todos nós.
O ciúme, em princípio, é um sentimento tão natural ao ser humano como o tédio e a raiva. Nós sempre vivenciamos este sentimento em algum momento da vida, diferem apenas suas razões e as emoções que sentimos.
O ciúme está intimamente relacionado à inveja. A diferença é que a inveja não envolve o sentimento de perda presente no ciúme. Mas ambas são um misto de desconforto e raiva e atormentam aquele que cobiça algo que outra pessoa tem.
Quanto mais baixa for a auto-estima, mais propensa está a pessoa de sofrer com um dos dois sentimentos. Ciúme e inveja desviam o foco de quem os sentem, pois este pára de cuidar da própria vida, tão preocupado que fica com a vida de outra pessoa. Por outro lado, se enfrentados, podem levar a atitudes positivas como melhorar a aparência, desenvolver novas habilidades e trabalhar a auto-estima.
Mas hoje nosso foco será no ciúmes relacionado ao amor! Quem nunca sentiu um ciuminho que atire a primeira pedra! Pra mim é mesmo um misto de dor de cotovelo, com inveja e um forte sentimento de perda. E haja auto-estima! Uma vez eu joguei um copo de whiskey na cara de um cara que eu saía (gente eu não era nem namorada... hahahaha...), foi uma cena super "novelesca"... eu era muito nova, muito louca, e achava que o amava, quando na verdade era minha auto-estima que tinha se esvaído ralo abaixo! Ele era o maior "tranca" e eu a maior "trouxa"! Isso foi lá no interior, lá nos anos 80, eu tinha 18 anos... foi meu primeiro... e saía com outras 6... Gente olha só que bosta!!!! Mas os anos se passaram e eu jamais faria uma cena dessas de novo, mas também jamais ficaria com um homem como aquele!
Que bom que mudei!!!!
Agora tem um ciúmes que é bonitinho, quando a pessoa te mostra que precisa de você e que te ama. Quando você ama e transa com mais intensidade pois não quer perder esse amor! Quando mesmo com medo, você torce muito pra tudo dar certo pra ele ou ela. Quando sua insegurança te faz ser imaginativo e esquenta e revive o amor. Esse é o ciúme "do bem". Te puxa pra cima e faz você ser mais criativa e imaginativa, faz você querer ser uma pessoa melhor! (Vi esta frase no filme "Melhor Impossível", Jack diz: "Você me faz querer ser um homem melhor"... uau!)
Então vamos combinar, este é o único ciúmes que vamos sentir, ok? Aquele que te destroi, faz você se perder de si mesma, aflora o seu pior, te torna insegura e fraca não é pra gente não! Este tipo tira toda admiração que você pode despertar... e cá entre nós, depertar admiração... é o máximo!
beijocas,
Mari
O ciúme, em princípio, é um sentimento tão natural ao ser humano como o tédio e a raiva. Nós sempre vivenciamos este sentimento em algum momento da vida, diferem apenas suas razões e as emoções que sentimos.
O ciúme está intimamente relacionado à inveja. A diferença é que a inveja não envolve o sentimento de perda presente no ciúme. Mas ambas são um misto de desconforto e raiva e atormentam aquele que cobiça algo que outra pessoa tem.
Quanto mais baixa for a auto-estima, mais propensa está a pessoa de sofrer com um dos dois sentimentos. Ciúme e inveja desviam o foco de quem os sentem, pois este pára de cuidar da própria vida, tão preocupado que fica com a vida de outra pessoa. Por outro lado, se enfrentados, podem levar a atitudes positivas como melhorar a aparência, desenvolver novas habilidades e trabalhar a auto-estima.
Mas hoje nosso foco será no ciúmes relacionado ao amor! Quem nunca sentiu um ciuminho que atire a primeira pedra! Pra mim é mesmo um misto de dor de cotovelo, com inveja e um forte sentimento de perda. E haja auto-estima! Uma vez eu joguei um copo de whiskey na cara de um cara que eu saía (gente eu não era nem namorada... hahahaha...), foi uma cena super "novelesca"... eu era muito nova, muito louca, e achava que o amava, quando na verdade era minha auto-estima que tinha se esvaído ralo abaixo! Ele era o maior "tranca" e eu a maior "trouxa"! Isso foi lá no interior, lá nos anos 80, eu tinha 18 anos... foi meu primeiro... e saía com outras 6... Gente olha só que bosta!!!! Mas os anos se passaram e eu jamais faria uma cena dessas de novo, mas também jamais ficaria com um homem como aquele!
Que bom que mudei!!!!
Agora tem um ciúmes que é bonitinho, quando a pessoa te mostra que precisa de você e que te ama. Quando você ama e transa com mais intensidade pois não quer perder esse amor! Quando mesmo com medo, você torce muito pra tudo dar certo pra ele ou ela. Quando sua insegurança te faz ser imaginativo e esquenta e revive o amor. Esse é o ciúme "do bem". Te puxa pra cima e faz você ser mais criativa e imaginativa, faz você querer ser uma pessoa melhor! (Vi esta frase no filme "Melhor Impossível", Jack diz: "Você me faz querer ser um homem melhor"... uau!)
Então vamos combinar, este é o único ciúmes que vamos sentir, ok? Aquele que te destroi, faz você se perder de si mesma, aflora o seu pior, te torna insegura e fraca não é pra gente não! Este tipo tira toda admiração que você pode despertar... e cá entre nós, depertar admiração... é o máximo!
beijocas,
Mari
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