quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Para espantar a tristeza
Não me lembro o ano, mas lembro bem o que estava acontecendo na minha vida. Eu andava descompensada, comendo muito, longe, muito longe de prestar atenção em mim. Fui até a USP (Universidade de São Paulo) para entrevistar um economista a trabalho. Enquanto aguardava o homem me atender, uma mulher sentada ao meu lado notou que eu fazia cara de quem estava com dor.
Contei a ela que tinha sinusite e a mulher, que mais parecia uma bruxa, olhou bem fundo nos meus olhos e disse:
_ Sinusite é mágoa. Descubra a fonte da tua mágoa e vc nunca mais vai sentir essa dor.
Segui o conselho à risca e, tratando minha mágoa na terapia, descobri o motivo: meu pai. A distância dele, a falta de participação na minha vida, as chantagens emocionais na minha infância me deixaram magoada. Muito. Assim que identifiquei o problema, tratei de superá-lo. Perdoei meu pai e hoje temos uma convivência boa. E, como a bruxa bem havia me dito, nunca mais a sinusite voltou.
Lembrei dessa história porque essa semana conversava com uma amiga sobre somatização. Como faço terapia yunguiana e me trato com homeopatia, acredito que as doenças que temos são criadas por nós, em muitas vezes. Então, essa amiga me falou do livro da psicóloga Louise Hay: "Como curar a sua vida". (Mari, vc também tinha me falado dele!) Gostei muito quando ela diz que "pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço sem perdão".
Essas últimas semanas, pensei profundamente sobre o meu estado de tristeza e vi que, se continuar assim, vou acabar ficando doente. Como disse a autora: "Vc é responsável por tudo o que acontece na sua vida". Como tenho tomado umas porradas, ultimamente, pensei que parte disso é responsabilidade minha. Não adianta achar culpados. Melhor olhar pra dentro e ver o que é preciso consertar.
Na hora em que bate o desespero, o medo, como bem falou a Mari, o melhor é se recolher, refletir e tentar ir adiante. Vencer a tristeza. Do contrário, corre-se o risco de somatizar o problema e ficar doente. E como a minha auto-estima ultimamente não está assim uma Brastemp Frostfree, resolvi ficar um pouco na toca.
Mas sei que o melhor remédio para qualquer tristeza é o riso. Ainda não consegui rir essa semana, mas sorri muitas e muitas vezes quando recebi mensagens fofas das amigas. Logo, logo, vou voltar a rachar o bico com vocês. Podem apostar.
Irma
terça-feira, 14 de setembro de 2010
A idade do medo!
Afinal quem entra nos trinta diz que é esta, quem entra nos quarenta diz que começa com os "enta", quem entra nos cinquenta diz que, indubitavelmente a vida muda e muito, tipo muda tudo e é a idade do lobo!!!
Mas qual é realmente a idade do medo? É a idade que você sente mais medo???
E em qual idade você não sente ou não sentiu medo??
Mas afinal de contas o que é o medo???
O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo.O medo pode provocar reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico, etc. Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.
A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade. (fonte: wikipédia)
Bom a ansiedade já começa a nos desconstruir, e em minha opinião é realmente a base para o medo! Temos muitas expectativas e crescemos tendo não somente nossas próprias mas as de nossa família, amigos, professores e demais participantes de nossa vida. O anseio em desapontar as pessoas ou a nós mesmos e nossas próprias expectativas pode realmente causar muito medo!
E temos que considerar também que o medo pode resultar em três reações: paralizia, fuga e "meter as caras".Quando o resultado do seu medo é a terceira opção por mim citada, geralmente, de uma forma ou de outra, o resultado é muito satisfatório! Agora quando se entra na fuga pode-se viver "no país das maravilhas" e negando qualquer exitência de problema num faz de conta interminável! Já no medo que paraliza, aí sim tudo pode começar a ficar muito complicado e uma depressão profunda pode adivir disso tudo!
Pensando muito no assunto acho que na verdade não tem idade específica não. O que temos são medos específicos para determinadas idades. O medo de enfrentar o mundo pela primeira vez sem a família e ir à escola, o medo do primeiro beijo e do primero namoro, o medo da primeira transa, o medo de entrar na faculdade, de escolher a profissão certa, do primeiro emprego, da primeira entrevista de emprego, do primeiro porre, da primeira briga, do primeiro casamento, do primeiro filho, do primeiro fora, do primeiro pé a bunda seja no trabalho, seja de um amor, seja de um amigo!!!! Enfim a primeira experiência gera sim um pouco de insegurança seja em que área for.
Depois mesmo tendo experiência não se garante a ausência do medo! Há determinadas situações na vida que sempre trazem consigo um pouco de medo! O que muda realmente é como reagimos a ele. Como demarcamos nosso território de ações e reações. E o amor que teremos conosco mesmo para vivenciar mais um de nossos medos.
Acho que quando querer ser feliz é maior que querer ter sucesso, que quando o amor é maior que a ambição, que quando a bondade é maior que a certeza, que quando estar junto é maior que estar certo... fazemos o medo se esvair e nos tornamos invencíveis, seja lá em que idade for!
beijocas,
Mari.
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Comportamento; Vida,
idade
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
O papel de cada um
Joana é uma amiga que mora em uma grande cidade do Brasil, longe de São Paulo. Com quase 40 anos, há cinco mantém um romance com um homem casado. Ela já foi extremamente apaixonada, já quis a separação dele, desistiu do affair duzentas vezes, ficou longe por seis meses, chorou, brigou, mas não consegue viver sem ele.
Luciano é um cara muito legal, apesar de tudo. Casado há bem mais que 20 anos, não se imagina sem seus filhos, sem a Joana, e diz que o seu casamento é ruim, mas que tem carinho pela esposa, afinal, ela o ajudou a crescer profissionalmente e o acompanha deste quando ela tinha 18 anos (Ele é 10 anos mais velho e a esposa nunca trabalhou na vida). Não tem coragem de se separar.
A química entre os amantes é enorme. Um diz que o outro é a melhor transa da vida. Quase inacreditável. (E dá inveja também...).
Hoje, ela tem uma vida social tranquila, sai bastante com os amigos, paquera, mas não curte 'ficar' com pessoas. Também não deixa que Luciano invada a vida dela como antigamente. Claro, se falam todos os dias e quase todas as semanas se encontram. É gostoso. E também limitado. Diz que se encontrar alguém, Luciano dança. Eu acredito.
Luciano sempre foi um cara presente. Joana disse, na sua época mais apaixonada, que ele era o seu melhor 'namorado'.
A última do Luciano foi a viagem recente que fez com a família para a Itália, por 10 dias. Durante a viagem ele mandou alguns e-mails para a Joana. Ao chegar, ainda no aeroporto, pegando as malas, mandou uma mensagem para ela: queria se encontrar logo mais. Ou seja, ele chegou às 5, e às 9 já estava na casa dela!
Na boa, impossível a esposa não saber dessa história!!!
A Joana já sabe qual o seu papel, os limites e tudo mais. E não espera nada além disso! Ele também: continuará a ser o marido de uma, e o amante devotado da outra. Papel definido.
E a esposa? Fico imaginando como deve ser ter 18 anos, casar com um cara mais velho, o único (teoricamente) da vida dela. Depois de décadas, nunca ter trabalhado, a não ser como mãe e dona de casa. Fico imaginando o quanto deve ser complicado sacar uma história dessa e, ao mesmo tempo, não deixar de receber algum carinho do marido.
É compreensível a passividade, mas também complexo demais. Imagina você perceber que a primeira coisa que o seu marido, por quase 25 anos, faz, ao voltar de uma viagem com a família é ir se encontrar com outra mulher? Terrível, não?!
No meu caso, é inimaginável aceitar algo assim. Mas eu trabalho desde os 17 anos, sou independente pra caramba e prezo muito a minha individualidade e respeito próprio.
Não posso julgar ou condenar. Somente entender os papéis de cada um e, principalmente, o da esposa - uma vida totalmente diferente da minha. Mas... puxa, que difícil!
O que acham?
Um cheiro,
Zoe.
Luciano é um cara muito legal, apesar de tudo. Casado há bem mais que 20 anos, não se imagina sem seus filhos, sem a Joana, e diz que o seu casamento é ruim, mas que tem carinho pela esposa, afinal, ela o ajudou a crescer profissionalmente e o acompanha deste quando ela tinha 18 anos (Ele é 10 anos mais velho e a esposa nunca trabalhou na vida). Não tem coragem de se separar.
A química entre os amantes é enorme. Um diz que o outro é a melhor transa da vida. Quase inacreditável. (E dá inveja também...).
Hoje, ela tem uma vida social tranquila, sai bastante com os amigos, paquera, mas não curte 'ficar' com pessoas. Também não deixa que Luciano invada a vida dela como antigamente. Claro, se falam todos os dias e quase todas as semanas se encontram. É gostoso. E também limitado. Diz que se encontrar alguém, Luciano dança. Eu acredito.
Luciano sempre foi um cara presente. Joana disse, na sua época mais apaixonada, que ele era o seu melhor 'namorado'.
A última do Luciano foi a viagem recente que fez com a família para a Itália, por 10 dias. Durante a viagem ele mandou alguns e-mails para a Joana. Ao chegar, ainda no aeroporto, pegando as malas, mandou uma mensagem para ela: queria se encontrar logo mais. Ou seja, ele chegou às 5, e às 9 já estava na casa dela!
Na boa, impossível a esposa não saber dessa história!!!
A Joana já sabe qual o seu papel, os limites e tudo mais. E não espera nada além disso! Ele também: continuará a ser o marido de uma, e o amante devotado da outra. Papel definido.
E a esposa? Fico imaginando como deve ser ter 18 anos, casar com um cara mais velho, o único (teoricamente) da vida dela. Depois de décadas, nunca ter trabalhado, a não ser como mãe e dona de casa. Fico imaginando o quanto deve ser complicado sacar uma história dessa e, ao mesmo tempo, não deixar de receber algum carinho do marido.
É compreensível a passividade, mas também complexo demais. Imagina você perceber que a primeira coisa que o seu marido, por quase 25 anos, faz, ao voltar de uma viagem com a família é ir se encontrar com outra mulher? Terrível, não?!
No meu caso, é inimaginável aceitar algo assim. Mas eu trabalho desde os 17 anos, sou independente pra caramba e prezo muito a minha individualidade e respeito próprio.
Não posso julgar ou condenar. Somente entender os papéis de cada um e, principalmente, o da esposa - uma vida totalmente diferente da minha. Mas... puxa, que difícil!
O que acham?
Um cheiro,
Zoe.
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Comportamento; Vida,
Traição
domingo, 12 de setembro de 2010
Complexo de Deusa!
Andei ouvindo algumas expressões e histórias que não concordei muito não e resolvi então escrever sobre isso .
Que mulher gosta mesmo é de cafajeste e homem que não dá muita bola pra ela. Tipo a tal mulher que gosta de apanhar. Estas gostam de apanhar emocionalmente e se ligam num homem que as tratem mal.
Bom, com certeza acho que existem sim mulheres que se ligam muito num homem que não presta e que as maltratem, porém não acredito que seja a grande maioria das mulheres não. E também acredito que isso seja um problema e uma doença extremamente ligada à auto-estima. Mulher que se gosta, gosta de ser bem tratada.
Mas há sim o complexo de deusa. A mulher que acha que o homem, e em especial este tipo de homem que maltrata mulheres, precisa dela! Pois ela o salvará! O complexo de salvadora da Pátria, daí então "deusa". Pois ela vai "arrumar" o moço. Ele já procura também por este tipo de mulher e os dois se completam e vão se minando e se acabando emocionalmente durante a vida. Muito, muito triste.
Na verdade se o homem não lê o que você escreve, não come o que você cozinha, não ri de suas piadas, o que é que você está fazendo com ele???? Não é o homem que está no lugar errado, É VOCÊ!!!!
Li outro dia num blog de uma de nossas seguidoras, que aliás seguimos também, ela dizer que depois de algum tempo todo casamento vira mesmo uma relação de amizade e o sexo é praticamente deixado pra trás, aquele tesão do começo da relação muda e se perde. E ela diz isso de cadeira, que quase todas as amigas casadas se sentem assim e que as pessoas continuam casadas por diversos outros motivos, amizade, família, conveniência, grana, etc.... Acho isso muito triste! Não sei se acredito muito nisso não! Quero acreditar que há sim muitas pessoas casadas a anos e com uma vida sexual bem saudável! E por saudável eu quero dizer ativa! Mínimo 2 a 3 vezes por semana! Acredito que as pessoas que continuam numa relação que não tem felicidade genuína, nem sexo por anos, e já até pararam de tentar melhorar, ficam nesta por vitimação, o que é terrível! E acho que muita gente não fica não e por isso mesmo o índice de divórcio aumentou muito nos últimos anos, e vendo por esse lado acho isso ótimo! Ninguém mais, especialmente as mulheres, precisam ficar numa relação que não sentem mais amor, prazer, vida!
Nem a "deusa" que vai arrumar o mundo, nem a "vítima" que o mundo destruiu e que geralmente no começo se tratava da mesma pessoa!
Seja outro tipo de deusa! Mude, arrisque, saia da mesmice, experimente o novo, tente um novo relacionamento, um novo amor! Mas principalmente não tente consertar ninguém! Se quiser investir em mudar alguém, mude o que precisa ser mudado em você mesma!!!! Já dá um puta trabalhão e já é uma super vitória!
beijocas,
Mari.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Um bom momento para rever crenças e conquistas
Há duas semanas quase entrei em parafuso. Quem acompanha o blog sabe que sou hiper-pirada com relação a trabalho e que, infelizmente, não me encontro em um bom momento. Mas uma coisa muito legal aconteceu e logo depois li dois textos que "alumiaram" um pouco mais aquele momento.
Vou contar.
Tive uma proposta interessante para mudar de cidade e voltar ao mundo corporativo. Era boa, mas não fantástica. E ainda num fui muito com a cara do meu futuro chefe. Ao mesmo tempo, o medo de não encontrar alguma coisa até o meu contrato acabar (logo mais...) me empurrava a mudar radicalmente de vida. Passei um final de semana inteiro buscando os prós e contras, fazendo listas, contas e vendo e revendo fatos... E também repensando os porquês daquele medão, quais as outras possibilidades escondidas, a minha vida atual, as conquistas, as metas e tudo mais...
De repente, dirigindo a caminho do supermercado (olha a doideira), alguma coisa estalou dentro de mim e uma paz enorme se instalou no meu coração. As coisas se encaixaram e havia decidido que para eu mudar de cidade era preciso muito mais do que eles estavam oferecendo. Havia decidido que se não rolasse um trabalho legal em poucos meses, eu faria qualquer coisa e que essa coisa daria o que eu precisasse para me manter. Havia decidido ser mais tranquila e que iria buscar algo mais compatível com o que eu desejo, sem o medo enorme que me paralisava.
Logo na manhã seguinte, recebi uma mensagem do Tadashi, do Instituto Tadashi Kadomoto, onde fiz um curso. A tal mensagem relembrava alguns pontos importantes que podem travar a nossa vida ou a faz deslanchar de vez. As tais metáforas e/ou crenças que proporcionam energia propulsora ou limitadora. Como algumas frases que repetimos, mas que não são legais. Uma delas, no meu caso, "num posso ficar sem emprego". Então aceito qualquer coisa né? Errado! Não mais!
Tadashi diz que precisamos mudar a frequência, criando uma outra metáfora e/ou crença que você tenha certeza. Como eu fiz, "as coisas vão acontecer no tempo que eu preciso. No meio tempo, vou me arranjar e tudo bem". E repito isso sempre. Parece que me deu mais calma inclusive para ver outras formas de atuar!
Na mesma mensagem, Tadashi fala que "algumas vezes as coisas não acontecem exatamente como foram planejadas - mas é necessário confiar no movimento do Universo que está a sua volta e se conscientizar dos ciclos (...). E quem sabe, confiando nestes ciclos da vida e aprendendo, você possa num futuro colher o que plantou."
Eu sei, eu sei. Tá quase parecendo seita, né? Mas quando temos confiança, certeza, daquilo que queremos, acreditamos de verdade que tudo vai dar certo, geralmente dá!
O outro texto muito legal, que recebi via LinkedIn (rede social voltada para profissionais), é da coach Cibele Nardi. Ela faz uma reflexão sobre as mudanças positivas. Eu adorei. Cibele acredita que na metade do ano devemos fazer uma reflexão sobre as mudanças positivas que já realizamos, avaliando o progresso de cada item. Aponta que a nossa qualidade de vida está relacionada com a qualidade do relacionamento que temos com nós mesmos. E que para melhorarmos, temos que acompanhar a nossa evolução. Parece tão fácil, né? Bem que eu queria...
Mas ela ajuda e faz algumas perguntas para refletirmos:
1. Quais mudanças positivas você fez na sua vida? O que te motivou?
2. Como você desenvolveu suas áreas intelectual, física, emocional e espiritual? Qual teve mais progresso?
3. Quais habilidades você aprimorou? Por exemplo, você está mais organizado, mais paciente, mais disciplinado?
4. Quais decisões que você tomou que melhoraram consideravelmente sua carreira ou sua vida pessoal?
5. O que você ainda pode fazer ainda este ano para seu desenvolvimento?
Sei que parece mais do mesmo. Mas, na boa, esse processo todo me fez pensar muito mais em qualidade de vida e nos meus medos (crenças) adquiridos que não fazem muito sentido hoje. Clarear esse assunto, por exemplo, me fez enxergar outros ângulos de um mesmo tema, acreditar mais em mim e me acalmar.
Tratar a nossa vida da mesma forma que tratamos aquele planejamento feito para a empresa, também ajuda a descobrir as nossas necessidades de mudança e o nosso tempo de evolução. Acho que vou fazer um BSC (Balanced ScoreCard) da minha vida. Vai der divertido!
Um cheiro,
Zoe
P.S.: Hiperlinks para o blog da Cibele e página do ITK. Divirtam-se!
P.S.²: BSC = Ferramenta de gestão de empresas.
Vou contar.
Tive uma proposta interessante para mudar de cidade e voltar ao mundo corporativo. Era boa, mas não fantástica. E ainda num fui muito com a cara do meu futuro chefe. Ao mesmo tempo, o medo de não encontrar alguma coisa até o meu contrato acabar (logo mais...) me empurrava a mudar radicalmente de vida. Passei um final de semana inteiro buscando os prós e contras, fazendo listas, contas e vendo e revendo fatos... E também repensando os porquês daquele medão, quais as outras possibilidades escondidas, a minha vida atual, as conquistas, as metas e tudo mais...
De repente, dirigindo a caminho do supermercado (olha a doideira), alguma coisa estalou dentro de mim e uma paz enorme se instalou no meu coração. As coisas se encaixaram e havia decidido que para eu mudar de cidade era preciso muito mais do que eles estavam oferecendo. Havia decidido que se não rolasse um trabalho legal em poucos meses, eu faria qualquer coisa e que essa coisa daria o que eu precisasse para me manter. Havia decidido ser mais tranquila e que iria buscar algo mais compatível com o que eu desejo, sem o medo enorme que me paralisava.
Logo na manhã seguinte, recebi uma mensagem do Tadashi, do Instituto Tadashi Kadomoto, onde fiz um curso. A tal mensagem relembrava alguns pontos importantes que podem travar a nossa vida ou a faz deslanchar de vez. As tais metáforas e/ou crenças que proporcionam energia propulsora ou limitadora. Como algumas frases que repetimos, mas que não são legais. Uma delas, no meu caso, "num posso ficar sem emprego". Então aceito qualquer coisa né? Errado! Não mais!
Tadashi diz que precisamos mudar a frequência, criando uma outra metáfora e/ou crença que você tenha certeza. Como eu fiz, "as coisas vão acontecer no tempo que eu preciso. No meio tempo, vou me arranjar e tudo bem". E repito isso sempre. Parece que me deu mais calma inclusive para ver outras formas de atuar!
Na mesma mensagem, Tadashi fala que "algumas vezes as coisas não acontecem exatamente como foram planejadas - mas é necessário confiar no movimento do Universo que está a sua volta e se conscientizar dos ciclos (...). E quem sabe, confiando nestes ciclos da vida e aprendendo, você possa num futuro colher o que plantou."
Eu sei, eu sei. Tá quase parecendo seita, né? Mas quando temos confiança, certeza, daquilo que queremos, acreditamos de verdade que tudo vai dar certo, geralmente dá!
O outro texto muito legal, que recebi via LinkedIn (rede social voltada para profissionais), é da coach Cibele Nardi. Ela faz uma reflexão sobre as mudanças positivas. Eu adorei. Cibele acredita que na metade do ano devemos fazer uma reflexão sobre as mudanças positivas que já realizamos, avaliando o progresso de cada item. Aponta que a nossa qualidade de vida está relacionada com a qualidade do relacionamento que temos com nós mesmos. E que para melhorarmos, temos que acompanhar a nossa evolução. Parece tão fácil, né? Bem que eu queria...
Mas ela ajuda e faz algumas perguntas para refletirmos:
1. Quais mudanças positivas você fez na sua vida? O que te motivou?
2. Como você desenvolveu suas áreas intelectual, física, emocional e espiritual? Qual teve mais progresso?
3. Quais habilidades você aprimorou? Por exemplo, você está mais organizado, mais paciente, mais disciplinado?
4. Quais decisões que você tomou que melhoraram consideravelmente sua carreira ou sua vida pessoal?
5. O que você ainda pode fazer ainda este ano para seu desenvolvimento?
Sei que parece mais do mesmo. Mas, na boa, esse processo todo me fez pensar muito mais em qualidade de vida e nos meus medos (crenças) adquiridos que não fazem muito sentido hoje. Clarear esse assunto, por exemplo, me fez enxergar outros ângulos de um mesmo tema, acreditar mais em mim e me acalmar.
Tratar a nossa vida da mesma forma que tratamos aquele planejamento feito para a empresa, também ajuda a descobrir as nossas necessidades de mudança e o nosso tempo de evolução. Acho que vou fazer um BSC (Balanced ScoreCard) da minha vida. Vai der divertido!
Um cheiro,
Zoe
P.S.: Hiperlinks para o blog da Cibele e página do ITK. Divirtam-se!
P.S.²: BSC = Ferramenta de gestão de empresas.
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Comportamento; Vida; Mudanças
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O poder de uma mulher... ou será do sexo?
No feriado de 7 de Setembro minha querida amiga Zoe fez um almoço muito delicioso em sua casa e estávamos em 7 mulheres. Estava muito divertido e a conversa fluia gostosa e despretensiosa. E claro, logo logo começamos a falar de sexo e de como o sexo está presente em quase tudo na vida! E então uma de nós começou a falar de sexo no trabalho, e todas demos uns pitecos. Concluimos que além de trabalhar quase todo mundo transa no trabalho, senão no próprio recinto usando material dele! hahahahaha.....
Mas o grande momento foi quando uma de nós, Catarina, foi mais específica quanto a uma poderosa mulher do trabalho dela! E que história ela nos contou.... estamos até agora, todas, sem exceção, com muita inveja, ou melhor, abismadas com a situação!
Segundo Catarina a moça em questão, vamos chamá-la de Vênus, pois com certeza se trata de uma deusa, não é nem mesmo tão bonita mas simplesmente enlouquece os homens! Vênus tem um olhar de peixe morto e uma libido da mais tarada das sereias! Segundo Catarina, completamente sem sal.... de acordo com os homens UMA PIMENTA MALAGUETA pura!
Logo que chegou no novo trabalho se envolveu com um homem que depois de alguns meses se separou de sua mulher e se casou com ela! Exatamente, eu disse CASOU!!!! Mas as coisas não pararam por aí e em pouco tempo ela começou a traí-lo com outro, os dois homens da questão acabaram tendo uma briga enorme no trabalho e o primeiro (o que se separou e casou com ela ) foi mandado embora, ela então se separou dele e começou a namorar aquele outro que agora está se separando de sua mulher e vai se casar com ela!!!!!
Nesse meio tempo ela estava dando "uns pega" num amigo de Catarina que agora estava meio tristinho, pois deu uma esnobada nela que depois que largou do primeiro marido e antes de garantir o segundo, queria um relacionamento mais estável, que ele não quis e foi viajar de férias sem lhe dar satisfações, ela então tratou de investir no seu segundo alvo e agora já está de casamento marcado. O amigo de Catarina ficou muito triste e disse que perdeu A FODA DO SÉCULO!
O que, o que, o que ???????? Falamos todas nós juntas!!!!! Mas o que é que essa mulher tem, ou faz, ou sei lá????? Perguntamos todas juntas e em uníssono?
Segundo o amigo de Catarina, ela faz uma coisa com a boca indescritível! Além de ser muito boa, ela simplesmente não se cansa! E gosta muito!!! Ai meu Santo Antônio do bigode torto!!!!!!
Gente a mulher atira e mata! Eu sugiro que ela abra seu negócio próprio, ou que pelo menos escreva um livro e divida com todas nós o segredo de sua oralidade FATAL.... hahahaha..... Cada história boa!
Bom se alguma de vocês souber dos segredos de Vênus.... por favor nos dê a luz, porque nenhuma das 7 mulheres da casa de Zoe naquele dia alcançou tantas façanhas como a "Vênus BOA DE BOCA" !
beijocas,
Mari.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Nem o Tio Sam aprovaria
Na semana passada estive fora do escritório, enlouquecida com um seminário internacional. Virei acompanhante de gringo! Calma, calma!!! Nada de sexo -hehe-, somente passeios, jantares, almoços... e muita, muita paciência.
Conto porque.
Passei cinco dias atachada a três espanhois, um italiano, um inglês, dois americanos e um brasileiro. A língua oficial era "espanglês". Todos arquitetos e/ou engenheiros urbanistas que viajam os quatro cantos da Terra dando palestras e discutindo as diversas facetas das grandes metrópoles do mundo. Divertidíssimo.
Mas, claro que sempre tem uma "alma iluminada" que consegue estragar esses encontros, né?
Dessa vez foi o americano, que, ao contrário de sua compatriota extremamente gentil, foi a pessoa mais intragável que poderia existir.
Dentre uma série de pérolas, o tal professor teve a ousadia de perguntar ao róseo inglês, casado com uma iraniana, quais as cores dos filhos do casal... Isso, aos risos! O britânico, lembrando-se da sua herança real, provavelmente, respirou fundo e respondeu com muita calma a tal infâme pergunta. Preconceito é pouco, né, gente?!
Depois, a "brincadeira" foi comigo. O tal acadêmico me perguntou o que eu achava de ter que aprender outra língua para me comunicar com o resto do mundo. O quê???!!! Vá se #%&*@!!!
Eu, que não sou realeza, mas latina com muito orgulho, respondi com extrema educação: "Eu acho ótimo. Ao aprendermos uma língua, também aprendemos sobre a cultura de outro país. Não ficamos limitados, sabe?"
No final do jantar, o tal inglês já estava dando tapinhas no meu braço que diziam "calma, calma"... e eu fula da vida!
Mas esse "causo" realmente me espantou! Já não tenho grande simpatia por norte-americanos, isso lá é verdade. Mas jamais esperei tanta falta de bom senso de alguém que viaja o mundo e, portanto, interage com outras culturas (seja de qualquer nacionalidade!). Falta de respeito ao próximo. Falta de educação mesmo. Não entendo como podem existir peças desse tipo que ainda fazem sucesso na profissão! São convidadas a viajar e representar, de certa forma, seu país.
Acredito mesmo que os norte-americanos são muito centrados neles mesmos. Acredito que são bastante preconceituosos e, por vezes, exageram na dose. Mas nada justifica esse tipo de comportamento. Nem as quatro caipirinhas que o levaram -o único da trupe- a ficar meio alto no final da noite.
Nada justifica a falta de respeito.
Nem o Tio Sam aprovaria isso.
Um cheiro,
Zoe
Conto porque.
Passei cinco dias atachada a três espanhois, um italiano, um inglês, dois americanos e um brasileiro. A língua oficial era "espanglês". Todos arquitetos e/ou engenheiros urbanistas que viajam os quatro cantos da Terra dando palestras e discutindo as diversas facetas das grandes metrópoles do mundo. Divertidíssimo.
Mas, claro que sempre tem uma "alma iluminada" que consegue estragar esses encontros, né?
Dessa vez foi o americano, que, ao contrário de sua compatriota extremamente gentil, foi a pessoa mais intragável que poderia existir.
Dentre uma série de pérolas, o tal professor teve a ousadia de perguntar ao róseo inglês, casado com uma iraniana, quais as cores dos filhos do casal... Isso, aos risos! O britânico, lembrando-se da sua herança real, provavelmente, respirou fundo e respondeu com muita calma a tal infâme pergunta. Preconceito é pouco, né, gente?!
Depois, a "brincadeira" foi comigo. O tal acadêmico me perguntou o que eu achava de ter que aprender outra língua para me comunicar com o resto do mundo. O quê???!!! Vá se #%&*@!!!
Eu, que não sou realeza, mas latina com muito orgulho, respondi com extrema educação: "Eu acho ótimo. Ao aprendermos uma língua, também aprendemos sobre a cultura de outro país. Não ficamos limitados, sabe?"
No final do jantar, o tal inglês já estava dando tapinhas no meu braço que diziam "calma, calma"... e eu fula da vida!
Mas esse "causo" realmente me espantou! Já não tenho grande simpatia por norte-americanos, isso lá é verdade. Mas jamais esperei tanta falta de bom senso de alguém que viaja o mundo e, portanto, interage com outras culturas (seja de qualquer nacionalidade!). Falta de respeito ao próximo. Falta de educação mesmo. Não entendo como podem existir peças desse tipo que ainda fazem sucesso na profissão! São convidadas a viajar e representar, de certa forma, seu país.
Acredito mesmo que os norte-americanos são muito centrados neles mesmos. Acredito que são bastante preconceituosos e, por vezes, exageram na dose. Mas nada justifica esse tipo de comportamento. Nem as quatro caipirinhas que o levaram -o único da trupe- a ficar meio alto no final da noite.
Nada justifica a falta de respeito.
Nem o Tio Sam aprovaria isso.
Um cheiro,
Zoe
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