quinta-feira, 6 de maio de 2010

P.S. Eu te amo


Após um longo e tenebroso dia de trabalho, chego em casa, brinco com a minha cachorra. Com preguiça, abro uma lata de atum sem óleo e como com bolachinhas light.

Depois de um tempo, abro um livro daqueles bem tranquilos (mas em inglês só para ver o quanto eu ainda preciso estudar…) e ligo a tevê. (Por que sempre fazemos isso? Duas, três coisas ao mesmo tempo???)


E aí passa uma novela e começa o futebol. Eu, automaticamente, mudo o canal e um outro filme começa: P.S. Eu te amo.
 

Três cenas depois, e começo a chorar. E o choro continua, apesar de muitas cenas e boas risadas.
 

E resolvo ligar o computador. E escrever exatamente o que eu sinto agora, exatamente neste momento.

O quão pequena me senti com algumas palavras. O quão triste fiquei em lembrar um namorido, que virou um grande amigo e faleceu aos 39 anos. E que tinha o mesmo jeitão divertido do maridão do filme.
 

E reconhecer que o amor vem mesmo com as diferenças, com as dificuldades, com o tempo. Mas principalmente com o respeito e com o querer.
 

Um dia me disseram que um amor se cura com outro (num sei...). Mas antes, você tem que passar pelo luto. E que esse luto é similar à morte de um ente querido. Mas passa. Você sobrevive e tem que se abrir para a vida novamente. 

Eu acredito nisso. Mas num deixo de chorar, sofrer e até rir, como sempre!
 

_Vai ver ele num te amava tanto quanto a nós (e sempre as amigas do lado…)
 

E no final descubro a mesma coisa: como sou romântica, frágil! E... ai... fiquei com vontade de me apaixonar. E lá vem o filme...

_Não tenha medo de se apaixonar de novo. 

Um cheiro, Zoe. 




P.S. É lindo. Cheio de boas mensagens. Água com açúcar... Vale a pena! 

Temporão, o garanhão

O ministro Temporão causou ao alardear pelos quatro cantos do país que fazer sexo seguro evita os riscos de pressão alta (24% dos hipertensos não fazem sexo). Eu achei o máximo ele ter feito essa campanha nacional. Pegando carona no tema, a revista Época dedicou páginas para falar dos benefícios do sexo: alivia o stress, queima calorias, eleva os batimentos cardíacos, os índices de felicidade, e tantas outras coisas boas.

Mas o que causou fuzuê na arquibancada e na geral foi a declaração de Temporão para o povo fazer sexo cinco vezes por semana. Jornalitas correram pra entrevistar a mulher dele, uma médica, que riu bastante declarando que o maridão dá no coro, sim. Temporão agora é meu ídolo!

Casado há mais de 20 anos e dando no coro cinco vezes por semana! Uh-la-lá! Conheço casais, muitos, que estão casados há apenas dois anos e que quase não fazem sexo. Meses e meses sem intimidade, apenas carinho, beijinhos públicos, caminhadas de mãos dadas. Para quem vê de fora, tudo está aparentemente lindo.

Algumas conhecidas falam em ter filhos, mas revelam que não fazem sexo há meses. Culpam a vida corrida, o dia-a-dia. É assustador. Se estão assim aos 30 anos de idade, fico pensando o que será quando elas realmente  tiverem filhos.

Em seu novo livro "Lições de Amor", Francesco Alberoni, um estudioso sobre relacionamentos, diz que os casais precisam espantar a preguiça. Ele fala que é fundamental para marido e mulher não deixar o desejo cair. E sugere um exercício constante de sexualidade. "O erotismo, como qualquer outra atividade humana, só existe enquanto for exercido e aprimorado", diz o autor, que tem 80 longos anos de vida.

A dica é dar o primeiro passo e fuçar o que pode estar atrapalhando: horários que não combinam, programas demais em família, falta de atenção em pequenos detalhes como um cabelo novo da mulher, ou um pedido de carinho e atenção do marido. Sempre morro de rir com a cena do filme "As Domésticas", em que uma personagem fica incomodada porque não faz sexo com o marido, que passa horas na frente da  TV na sala. Após dar  um pé no marido, ela arruma um namorado e tira a TV da sala, para evitar que o fantasma do marasmo se instale na casa novamente. Resultado: passa a transar loucamente no sofá, que de inimigo passou a aliado do orgasmo.

Então, melhor seguir o conselho do nosso ministro garanhão: Deixe a preguição de lado, arreste o sofá, tire a TV. E bora fazer sexo!

Irma

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Calcinha bege contra sexo

*momento divertido*

Gente, na boa, outro dia, em plena festa surgiu o assunto "calcinha bege". Entre opiniões difusas e confusas, o melhor foi a frase de uma amiga:

_ Uso calcinha bege quando vou ao primeiro encontro para ter certeza de que não vou transar com o cara. Porque "de bege" ninguém merece!

Tenho que concordar. Lembro que já conversamos isso no post "Mulher de calcinha bege quer se divorciar". Aumento para "Mulher de calcinha bege não quer transar"!

E mais: não pensem que apenas uma mulher concordou que usa essa mesma estratégia. E tem outra mais radical para garantir o primeiro encontro-seguro-sem-sexo-casual-e-apaixonado: abortar a depilação.

Pode?

_Quer dizer que só força de vontade num rola, né? Sei, sei...

Um cheiro, Zoe. 

terça-feira, 4 de maio de 2010

Quando você reencontra o amor

Todo mundo que me conhece sabe que para certos assuntos eu sou mais suiça do que qualquer pessoa em sã conciência (e às vezes me chamam de Poliana por isso). O fato é que sou daquelas pessoas que se dão bem com ex-namorados, ficam amigas das atuais namoradas e chegam até a participar dos casamentos dos próprios. Até aí, tudo bem. É fácil.

Mas tem aquele cara.

Aquele cara com quem você teve um relacionamento “forte” há 10 anos, mas toda vez que encontra com ele num dá certo. Tudo volta! Inclusive a vontade de viver aquele amorzão de novo. Mas, claro, isso é impossível! Por mais que a vontade, o desejo, a voz, a boca, o cheiro, o jeito, o olhar, a mão, o cabelo, aquela frase impulsionem essa doideira, tenha certeza de que nunca será a mesma coisa. Talvez até role um ou outro momento legal, mas a coisa num é como aquele sonho.
 

Falta alguma coisa. Talvez coragem de se entregar, talvez mais um tempinho para que as coisas se ajeitem. Talvez.
 

Hoje foi assim. Reencontrei o meu amor (ou vício?). Afinal, além de tudo ele é da família. E no meio do jantar, começa a incompreensível conversa sobre o que aconteceu na “última vez que nos encontramos”, “por que a gente num deu certo”, “por que você ficou com ela”…
 

E no final, a certeza de que por mais que tudo indique um lado, você pode (e às vezes deve) escolher o lado exatamente oposto. Por mais difícil que pareça ser aquele infinito e quase impossível momento.
 

E assim como veio, toda aquela avalanche de sentimentos confusos se esvai. Sobra o prazer de ter escolhido você.

um cheiro, Zoe.  

P.S.: O mais interessante é que somente após escrever esse texto, encontrei o texto da Irma, Condições de Entrega no Amor... Concordo 110%! Obrigada!


segunda-feira, 3 de maio de 2010

COMPRAR OU NÃO COMPRAR??? Eis a questão, do sapato novo ao vibrador!

Dilema, dilema, grande dilema!  Dizem as más línguas, que é bem mais feminino que masculino o tal dilema, e no quesito sapatos tenho que concordar com elas. Gente um bom sapato novo ameniza qualquer dor! Tenho que confessar ADORO COMPRAR SAPATOS!!!

Comprar sapatos, mesmo pra mim que calço 40 (!!!), é simplesmente maravilhoso!  Você vai experimentando, experimentando e cada novo par que coloca nos pés é como se estivesse vivendo uma nova aventura, como se pudesse se ver andando neles, indo e voltando na sua vida, momentos que só estes sapatos poderiam te propiciar e quando vê já comprou três pares novos!

E as liquidações!!!!  Ai, ai, ai... lá vai o cartão... O mais engraçado é quando estamos tentando nos convencer de que PRECISAMOS daquele novo par. hahahaha....E quando recebemos a revista da Shoestock???? (recebi hoje... gente os modelitos estão lindos!!!!), não é de matar???

Experimente hoje depois desta leitura, destinada totalmente ao entretenimento (sério, hoje nada aqui é sério!), contar exatamente quantos pares de sapatos você tem.  Ah! E vale tudo, tênis, chinelinho de quarto e havaianas... Tenho certeza que você vai se surpreender.

Uma vez eu estava numa fase tão maluca que comprei de uma só vez mais de ... pares de sapato!  É isso mesmo, tenho vergonha de contar.  Mas como disse ao vendedor que foi me ajudar a levar tudo pro carro  e os colocou em sacolas separadas dizendo que eu poderia chegar em casa com uma sacola de cada vez, no que eu perguntei, ora, por quê? E ele, bom... sorriso amarelo!  Me dei conta da razão e disse pra ele:  Não, não, meu amigo, quem paga tudo sou eu mesma... não tem que esconder nada não, nem dar cheques pré-datados com siglas indecifráveis!!! E pro amigo, que naquela mesma sexta-feira à noite perguntou por que eu estava indo embora tão cedo (depois de barbarizar comigo por causa da compra de todos aqueles sapatos!) eu disse: Porque, bonitão, trabalho no sábado, afinal, quem você acha que vai pagar todos aqueles sapatos!!!!??? É isso aí, a gente se mata, mas compra e geralmente PAGA! Pelo menos no meu caso!

Mas deixando os sapatos de lado, infelizmente... há inúmeras coisas que se tornam objetos de nosso desejo, e nessa cultura capitalista, consumista em que crescemos, nos vimos acreditando que ao consumir estamos mesmo ajudando a economia do país e preservando os empregos! Ainda mais agora que nós mulheres nos tornamos alvo! Pois temos poder de compra! Somos importantes e os marketeiros estão aí trabalhando muito pra nos atrair. E devo confessar estão se dando bem.  Tudo hoje tem uma versão feminina, até mesmo os sex shops, há alguns especializados para mulheres, em que os produtos nos são devidamente explicados, e gente: EM MÍNIMOS E ESSENCIAIS DETALHES...!!!! OBA... por mulheres!  É mesmo muito legal.

Temos que ter cuidado, contudo, pois é tão inebriante a sensação do consumo que por vezes parece que estamos querendo preencher vazios interiores com coisas, itens que, na verdade, depois de adquiridos ficam no armário e perdem o sentido, nem sabemos ao certo qual foi o apelo que nos fez comprar.

Às vezes tudo o que queremos é uma boa companhia, um bom abraço, um bom vinho, uma boa risada e estamos descalças mesmo!!!!

beijocas,

Mari.

Condições de entrega no amor

Acabo de ler um texto da escritora Martha Medeiros, na revista do Globo, no qual ela discute por que algumas relações não se sustentam, mesmo quando há amor e desejo. Segundo ela, o romance não basta. É preciso ter condição de entrega. Ela dá algumas dicas para conseguir isso, que compartilho aqui:

1- Um casal não pode ter competitividade. A condição de entrega se dá quando ambos jogam no mesmo time. As posições podem ser opostas (um mais rápido, outro mais lento, por exemplo), mas os dois devem vestir a mesma camisa.

2- Na relação, não pode haver julgamento sumário. O que um disser não poderá ser usado contra ele no futuro pelo outro. Um pode não concordar com as ideias do outro, mas jamais desconfiará da sua integridade

3- Um não deve fingir que não pensa o que, no fundo, pensa. Nem fingir que não sente o que, na verdade, sente.

Nenhum dos dois deve sonegar uma parte de si para conviver com o outro. Enquanto estiverem juntos, é preciso haver entrega. "Se a relação acabar, tem que ser porque o desejo minguou, porque o amor virou amizade, ou porque os dois se distanciaram".

Irma

domingo, 2 de maio de 2010

Coisas que fazemos a sós

Dois homens conversavam a sós na sala. Já passava das 2 da manhã e eles haviam bebido alguns muitos goles de vinho. Falavam de intimidades quando um disse ao outro gargalhando:


_ Adoro poder fazer xixi sentado e de porta aberta quando minha mulher não está em casa.

O outro ri e concorda. Também revela que gosta de fazer xixi sentado como as mulheres, mas só se permite fazer isso a sós, para evitar qualquer  comentário da mulher.

Eu, que estava na cozinha da casa, ouvi aquilo e achei muita, muita graça. Nunca, até então, havia imaginado que os homens podem fazer xixi sentado. Isso inverte toda a lógica masculina que haviam me ensinado. E pensei em quão careta a gente é. Por que fazer xixi sentado é algo feminino? Ok, alguém vai dizer que o órgão masculino pede que se faça xixi em pé, mas não é sobre as diferenças anatômicas que quero discorrer aqui. E, sim, sobre as coisas secretas que fazemos quando estamos sós, mesmo vivendo com outra pessoa. Os segredos de liquidificador, como diria Cazuza.

Confesso que a-do-ro ficar horas sentada, lendo uma revista feminina e tirando os pêlos das pernas, no intervalo entre as minhas idas à depilação, com uma pinça. Sou capaz de fazer essa bizarrice sem ver a hora passar. E sozinha. Detesto ter companhia nessa hora (e duvido que alguém vá querer, em sã consciência, compartilhar esse momento nada lúdico comigo). É intimidade demais, agora escancarada nesse blog.

Conversando com dois amigos queridos sobre pequenas coisas que fazemos escondidos, um deles me contou que gosta de comer pão com manteiga e requeijão tudo misturado. Sim, para ele isso é tão estranho que ele não costuma fazer isso na presença de outra pessoa. Um outro amigo revela que gosta de cozinhar pelado.

Enfim, no escurinho e no fundinho de cada um há espaço para segredos e bizarrices que só são possíveis a sós. E como diria Nietzsche , "nada do que é humano é estranho". Ou não? Bom, quem quiser pode revelar o segredinho pra gente, sem som mesmo, aqui nos comentários do blog. Em troca, a gente promete não rir em voz alta.

Irma