Ontem fiquei o dia inteiro com meu pai e minha mãe entre hospitais e clínicas, acompanhando-os em exames prá lá de complicados. Os dois são separados e, por pura coincidência, daquelas típicas de novelas mexicanas, agendaram exames complexos no mesmo dia e, pásmem, no mesmo horário. A sorte é que a clínica de um, era ao lado do hospital do outro!
Como água e óleo, ambos agiram de formas diferentes. Minha mãe, cuidadosa com a saúde, cumpriu à risca todos os procedimentos. Está com o peso ideal, come comidinhas boas e não exagera em nada. Seu único defeito é ser sedentária demais e um pouco depressiva. Os exames, invasivos, foram realizados com muita ansiedade e um pouco de medo, mas deu tudo certo. Depois, fomos almoçar uma coisinha leve e a deixei em casa. Tudo tranquilo. No mais, falou de estava um pouco tonta e deu risada dela mesmo (coisas de anestesia...).
Meu pai, o oposto: nervoso, com obesidade mórbida, pressão alta e tudo mais, já era conhecido da "casa" e foi internado pela manhã. Quando voltei ao hospital, à tarde, soube que tudo tinha dado certo. Mas a anestesia demorou a passar e ele teve que esperar um pouco mais. Ele saiu do vestiário reclamando que "tinha dado um problema"... De lá, quis ir a um rodízio!!! Claro que ficou na saladinha, mas o desespero dele pela comida me acendeu um alerta enorme.
Aos 40 anos, bem acima do peso, totalmente sedentária, com um trabalho difícil e penoso, além de extremamente ansiosa, fiquei pensando: o que vai acontecer comigo quando eu estiver na melhor idade? Não tenho filhos nem sei se vou tê-los. Também não acredito na obrigatóridade dos filhos cuidarem dos pais - é só visitar uma casa de idosos que comprovamos isso!
A vida parece longa e a velhice distante. E quando percebemos já entramos na curva descendente em velocidade dobrada e a gravidade vira nossa fiel companheira! Nunca percebemos isso. É de uma hora para outra! E assustador.
Mas também não acredito nessa geração saúde, que se mata para ser lindinha e tudo mais, com direito a plásticas e silicones de diversos tipos e tamanhos. A medida, acredito eu, é fazer uma "previdência privada da saúde": depósitos diários e obrigatórios de ações de bem-estar, como fazer exercícios, comer balanceadamente, dormir bem e, principalmente, dar muita risada de tudo. Buscar a simplicidade e o controle da ansiedade. E amar muito.
Mais do mesmo, não é? Mas quem faz isso mesmo?
Quem já trocou um emprego péssimo que paga bem, por outro legal, mas que o salário é uma meleca? Eu conheço uma pessoa apenas... E morro de vontade fazer isso... Mas e o medo de dar tudo muito errado? E suas responsabilidades? E seu futuro?
E lá vem a velhice de novo... Eita roda viva!
Eu estou patinando atrás do prejuízo. Sei o que não quero e tenho exemplos na minha frente que demonstram algumas das minhas opções. Já estou atrasada, mas ainda acredito que tenho tempo. E vocês?
Um cheiro, Zoe.
Mostrar mensagens com a etiqueta Saúde; Velhice; Comportamento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saúde; Velhice; Comportamento. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)

