Dizem que os orientais são fechados, tímidos, introspectivos. Dizem. Pois um amigo com ascendência japonesa surpreendeu no quesito ousadia. Solteiro, ele resolveu entrar em contato com a ex-namorada de uma forma inusitada. Enviou flores e uma carta dizendo suas reais intenções:
"Há quatro anos, vc me disse para nunca mais te procurar. De lá para cá, eu casei, me separei, mudei de emprego, voltei para o emprego, viajei. E nunca te esqueci"
Ele pedia uma segunda chance. A ex aceitou as flores e um convite para sair. Nas semanas seguintes, os dois almoçaram juntos e se viram em encontros breves. Até que o sexo aconteceu e ela não se sentiu tão à vontade assim. A moça pediu um tempo. E ele respeitou, mas insistiu: "Se você mudar de ideia, estarei aqui".
Num intervalo curto de semanas, o ex-namorado a procurou e ela ficou balançada. Meu amigo ficou mal, mas seguiu adiante. Até que ela o procurou arrependida. Os dois engataram um namoro. Ele conheceu os pais dela, os levou para jantar fora. Seu sonho parecia se tornar real. Parecia.
Dois meses depois, ela resolvou dar um ponto final de vez na história: "Realmente, o que sinto por você é amizade, nada mais". Claro que ele ficou mal como todo ser humano apaixonado fica. Mas apesar do tombo, ele sentiu alívio por ter tentado. E isso é melhor do que não fazer nada. Meu amigo foi atrás de transformar o seu desejo em realização. Durou pouco, mas durou o tempo necessário para ele saber que não vale a pena desistir. Jamais!
Irma
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Sozinha ou acompanhada em 2011
Gente, nossa festa de Réveillon foi incrível. A comida tava ótima e a bebida então, ulálá. A Zoe levou uma garrafa de pisco e o povo pirou. A Mari resolveu virar shots de vodca e não preciso nem descrever como a noite terminou. Dançamos muito na casa dos nossos amigos Fábio e Cláudio. Perto da meia-noite, descemos para a Paulista para ver os fogos e celebrar a chegada de 2011.
Eu bebi tanto, mas tanto, que dei PT (perda total) perto das 3h. Caí no sofá e só acordei perto das sete para tomar café. A Mari também teve que tirar uma sonequinha. A gente estava muito louca na Paulista, fazendo amizade com PM, com guarda da CET. Perto da meia-noite, chegou um catador de latinhas e me abraçou. Adorei. Tirei até uma foto dele no meio das latinhas.
Pra mim 2011 começou lindo, na presença de pessoas queridas, amadas, felizes. Ontem, só acordei para ver a posse da Dilma e fiquei pensando que este ano será o ano mesmo das mulheres. Achei muito linda a imagem de Dilma sozinha caminhando na rampa do Planalto, depois no carro aberto com a filha, sem marido, sem namorado, sem se apoiar em ninguém. Sozinha e feliz. Sozinha e acompanhada de milhões de brasileiros. Essa imagem tem muito a ver com nosso blog. Porque você pode estar sozinha, mas sempre muito bem acompanhada de amigos.
Um 2011 lindo e acompanhado de pessoas boas
Irma
Eu bebi tanto, mas tanto, que dei PT (perda total) perto das 3h. Caí no sofá e só acordei perto das sete para tomar café. A Mari também teve que tirar uma sonequinha. A gente estava muito louca na Paulista, fazendo amizade com PM, com guarda da CET. Perto da meia-noite, chegou um catador de latinhas e me abraçou. Adorei. Tirei até uma foto dele no meio das latinhas.
Pra mim 2011 começou lindo, na presença de pessoas queridas, amadas, felizes. Ontem, só acordei para ver a posse da Dilma e fiquei pensando que este ano será o ano mesmo das mulheres. Achei muito linda a imagem de Dilma sozinha caminhando na rampa do Planalto, depois no carro aberto com a filha, sem marido, sem namorado, sem se apoiar em ninguém. Sozinha e feliz. Sozinha e acompanhada de milhões de brasileiros. Essa imagem tem muito a ver com nosso blog. Porque você pode estar sozinha, mas sempre muito bem acompanhada de amigos.
Um 2011 lindo e acompanhado de pessoas boas
Irma
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Os rituais para o Ano Novo - Que venha 2011!
Quase todo mundo que eu conheço tem uma receita ou simpatia para a virada do Ano. Eu, por exemplo, não abro mão de passar o Réveillon de calcinha amarela pra atrair dinheiro. Não sei se é por causa disso, mas desde que passei a usá-la nunca me faltou dinheiro. Também não sobrou, mas tudo bem. Então, prefiro acreditar que funciona.
Quanto a usar roupa branca, eu vario. Este ano vou usar branco porque quero paz, muita paz de espírito e a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida, como diria Cazuza. Já comprei meu vestidinho lindo e branco. Talvez eu coloque um sutiã vermelho só pra ter uma peça vermelha que chame mais amor, hahaha! Ou, quem sabe, uma liga vermelha na perna esquerda. Mas tem que ter vermelho em algum lugar. E vou comer uva, romã, guardar as sete sementes, comer lentilha e beber muito, muito proseco na companhia de amigos maravilhosos.
2011 promete. Eu, Zoe e Mari vamos passar a virada juntas (eu e a Zoe sempre passamos juntas, mas será a primeira vez com a Mari) na casa dos queridíssimos e chiquérrimos amigos Fábio e Claudio, na Paulista. Será ultra-mega-master bombação! A Mari já dividiu o que cada um tem que levar (eu fiquei com a lentilha, adorei, porque tem a ver com simpatia).
Até a noite, vou tirar a soneca da beleza para cair na farra com amigos e pedir muito amor, muita saúde, muito sorriso em 2011. Que o Réveillon seja repleto de desejos pra todos nós...com ou sem calcinha amarela!
Irma
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
O cobrador que é só sorriso
De todas as matérias que li nessa semana nos jornais (meu trabalho me obriga a ler todos os jornais diariamente), a que mais me comoveu foi a do cobrador Francisco Nascimento, o Chicão, que faz a linha de ônibus Armênia-Pinheiros, aqui em São Paulo. A matéria foi escrita pela jornalista Mariana Zylberkan, do Diário de S. Paulo.
O Chicão que ela descreve é delicioso. Fiquei com muita vontade de me aventurar pelo buzão que liga a zona oeste até a zona norte para conhecer de perto esse homem negro, de óculos e sorriso muito largo, que adora dar bons conselhos para todos os passageiros que passam pela sua catraca.
"Cada um de nós tem o poder de tornar o mundo um lugar melhor", diz Chicão.
Ele conta para a repórter que por passar diariamente por hospitais, consultórios e cemitérios, chama o seu itinerário de "roteiro da dor". E, por essa razão, Chicão faz questão de amparar os passageiros que têm esses endereços como destino.
"As pessoas precisam de sorrisos. Se jogar limpo com as pessoas, você receberá de volta a energia que precisa para realizar tudo o que deseja"
Lindo! Digno de um filósofo de rua, do povo, como é Chicão. O fofo ainda tem como mania desinfetar cada banco do ônibus no fim do expediente por achar "indelicado os passageiros se sujarem". Sorte de quem entra no ônibus de Chicão e termina o dia com um dos seus ensinamentos e com seu sorrisão. Que a gente siga os conselhos de Chicão e sorria mais em 2011.
Irma
O Chicão que ela descreve é delicioso. Fiquei com muita vontade de me aventurar pelo buzão que liga a zona oeste até a zona norte para conhecer de perto esse homem negro, de óculos e sorriso muito largo, que adora dar bons conselhos para todos os passageiros que passam pela sua catraca.
"Cada um de nós tem o poder de tornar o mundo um lugar melhor", diz Chicão.
Ele conta para a repórter que por passar diariamente por hospitais, consultórios e cemitérios, chama o seu itinerário de "roteiro da dor". E, por essa razão, Chicão faz questão de amparar os passageiros que têm esses endereços como destino.
"As pessoas precisam de sorrisos. Se jogar limpo com as pessoas, você receberá de volta a energia que precisa para realizar tudo o que deseja"
Lindo! Digno de um filósofo de rua, do povo, como é Chicão. O fofo ainda tem como mania desinfetar cada banco do ônibus no fim do expediente por achar "indelicado os passageiros se sujarem". Sorte de quem entra no ônibus de Chicão e termina o dia com um dos seus ensinamentos e com seu sorrisão. Que a gente siga os conselhos de Chicão e sorria mais em 2011.
Irma
domingo, 26 de dezembro de 2010
2011 e o balanço da década
Na última semana do ano, os jornais, a TV, o rádio, a internet preparam a retrospectiva do ano. Este ano, por ser 2010, promete o balanço da década. Pensando nisso, resolvi fazer o balanço dos últimos dez anos da minha vida.
Dos 22 anos aos atuais 32 anos, eu mudei pra caramba. Terminei um noivado, engatei um namoro, fui morar junto, fui morar em uma casa maior, casei no papel, dei festa para amigos, perdi meus avós queridos, descobri que tenho uma doença chamada Meniére, que me impede de comer doce, fui promovida a chefe, mudei de emprego, descobri que minha mãe estava com câncer.
Dez anos depois, termino o ano de 2010 sem ter cumprido parte da lista de promessas que fiz para mim no ano passado (como emagrecer). Mas tudo bem, listas são feitas para serem descumpridas também. O que tiro de 2010 é que este foi um ano de descobertas. Descobri coisas que não estavam bem e que eu ia empurrando com a barriga com medo do que viria pela frente. Descobri que sou muito medrosa, que tenho medo de enfrentar as mudanças, que me deixo paralisar pelos passos que eu mesma quero dar.
Então, resolvo pensar em 2011. O que quero da nova década? Ser feliz. Ah, mas isso todo mundo quer. Para ser mais direta comigo mesma, quero ser feliz sem medo de ser feliz. Em 2011, quero deixar meus medos de lado. Sei que isso não será fácil. Mas sei também que nada como um ano novo para nos revelar.
Que 2011 venha lindo e tranquilo. Sem medo e sem culpa.
Irma
Dos 22 anos aos atuais 32 anos, eu mudei pra caramba. Terminei um noivado, engatei um namoro, fui morar junto, fui morar em uma casa maior, casei no papel, dei festa para amigos, perdi meus avós queridos, descobri que tenho uma doença chamada Meniére, que me impede de comer doce, fui promovida a chefe, mudei de emprego, descobri que minha mãe estava com câncer.
Dez anos depois, termino o ano de 2010 sem ter cumprido parte da lista de promessas que fiz para mim no ano passado (como emagrecer). Mas tudo bem, listas são feitas para serem descumpridas também. O que tiro de 2010 é que este foi um ano de descobertas. Descobri coisas que não estavam bem e que eu ia empurrando com a barriga com medo do que viria pela frente. Descobri que sou muito medrosa, que tenho medo de enfrentar as mudanças, que me deixo paralisar pelos passos que eu mesma quero dar.
Então, resolvo pensar em 2011. O que quero da nova década? Ser feliz. Ah, mas isso todo mundo quer. Para ser mais direta comigo mesma, quero ser feliz sem medo de ser feliz. Em 2011, quero deixar meus medos de lado. Sei que isso não será fácil. Mas sei também que nada como um ano novo para nos revelar.
Que 2011 venha lindo e tranquilo. Sem medo e sem culpa.
Irma
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
O Natal, a solidão e a companhia das pessoas mais queridas
Aquele Natal do ano de 2006 parecia ser mais um que o médico residente Alberto passaria sozinho. Como de costume, ele se preparava para mais um plantão no hospital. Apesar de ter crescido em família católica, ele não ligava muito para as festas em família e sempre escolhia essa data para trabalhar, pois não se incomodava em ficar sozinho.
Mas naquele ano, o destino o surpreenderia a ponto de ele questionar o Natal. Era perto das dez da noite, quando a ambulância do Samu chegou com três vítimas de um acidente de carro. Com poucos médicos no plantão, Alberto tinha que decidir rapidamente em levar todos para o centro-cirúrgico. Quando se preparava para atender os pacientes, uma enfermeira interrompe e diz:
- Doutor, acaba de chegar um paciente com um prego na cabeça
Alberto continuou impassível. Respirou fundo e pareceu imóvel. A enfermeira repetiu:
_ Doutor, o senhor me ouviu? Tem um paciente com um prego na cabeça que acabou de chegar.
_ Ah, é? Ele que se dane e espere. Tem uma família inteira com fratura. Quem mandou esse louco enfiar um prego na cabeça.
_ Bom, o senhor que sabe.
Alberto terminou o que estava fazendo e foi até o homem para ver a ficha. Sem olhar para o paciente, ele perguntou seco
_ O senhor colocou um prego na cabeça por quê?
_ Porque eu estava me sentindo muito sozinho nesse Natal, respondeu o morador de rua.
Alberto sentiu um soco no estômago. Teve vergonha de estar de costas para aquele homem inocente. Virou-se, encarou o homem pequenino, frágil, com o prego enfiado no lado esquerdo da cabeça. Sentiu pena, não do homem, mas dele mesmo por não se incomodar anos e anos de passar o Natal sozinho. Foi ali que ele falou para a enfermeira.
_ Leve esse paciente primeiro para o centro cirúrgico.
Alberto queria operá-lo logo, fazer com que o paciente fosse para o quarto e tivesse companhia. Queria, ele, se livrar da culpa. E, ao contrário dos anos anteriores, desejou muito estar em casa, na companhia dos seus queridos. A lição do Alberto é uma lição pra muita gente no Natal. Mesmo quem viver sozinho, quem não tiver família, que não tiver amigos, deve hoje procurar companhia, deve hoje procurar conforto na companhia de pessoas queridas. Porque sempre há pessoas queridas por aí.
Um feliz Natal pra todos nós, cristãos ou não cristãos!
Irma (em nome do trio da alegria, Zoe e Mari)
ps. Meninas, sou muito feliz por ter a companhia de vcs. Hoje e sempre.
Mas naquele ano, o destino o surpreenderia a ponto de ele questionar o Natal. Era perto das dez da noite, quando a ambulância do Samu chegou com três vítimas de um acidente de carro. Com poucos médicos no plantão, Alberto tinha que decidir rapidamente em levar todos para o centro-cirúrgico. Quando se preparava para atender os pacientes, uma enfermeira interrompe e diz:
- Doutor, acaba de chegar um paciente com um prego na cabeça
Alberto continuou impassível. Respirou fundo e pareceu imóvel. A enfermeira repetiu:
_ Doutor, o senhor me ouviu? Tem um paciente com um prego na cabeça que acabou de chegar.
_ Ah, é? Ele que se dane e espere. Tem uma família inteira com fratura. Quem mandou esse louco enfiar um prego na cabeça.
_ Bom, o senhor que sabe.
Alberto terminou o que estava fazendo e foi até o homem para ver a ficha. Sem olhar para o paciente, ele perguntou seco
_ O senhor colocou um prego na cabeça por quê?
_ Porque eu estava me sentindo muito sozinho nesse Natal, respondeu o morador de rua.
Alberto sentiu um soco no estômago. Teve vergonha de estar de costas para aquele homem inocente. Virou-se, encarou o homem pequenino, frágil, com o prego enfiado no lado esquerdo da cabeça. Sentiu pena, não do homem, mas dele mesmo por não se incomodar anos e anos de passar o Natal sozinho. Foi ali que ele falou para a enfermeira.
_ Leve esse paciente primeiro para o centro cirúrgico.
Alberto queria operá-lo logo, fazer com que o paciente fosse para o quarto e tivesse companhia. Queria, ele, se livrar da culpa. E, ao contrário dos anos anteriores, desejou muito estar em casa, na companhia dos seus queridos. A lição do Alberto é uma lição pra muita gente no Natal. Mesmo quem viver sozinho, quem não tiver família, que não tiver amigos, deve hoje procurar companhia, deve hoje procurar conforto na companhia de pessoas queridas. Porque sempre há pessoas queridas por aí.
Um feliz Natal pra todos nós, cristãos ou não cristãos!
Irma (em nome do trio da alegria, Zoe e Mari)
ps. Meninas, sou muito feliz por ter a companhia de vcs. Hoje e sempre.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
A falta de educação no Natal
Começou a temporada do salve-se quem puder de fim de ano. O espírito natalino toma conta da cidade e das pessoas que não estão nem aí para o próximo, para o anterior e para quem está ao lado. Parece ironia, mas quanto mais o Natal se aproxima, mais algumas pessoas aumentam o espírito egoísta e o da falta de solidariedade.
Nessa semana, encontrei gente furando fila no caixa, gente roubando vaga no estacionamento do shopping (mesmo vc dando seta, avisando que vai entrar na vaga), gente que finge que não te vê e quase passa o carrinho do supermercado no teu pé (e, claro, não pede desculpa), gente que abre produto no supermercado, come e sai sem pagar (na maior cara de pau), gente que "chucha" (sabe aquele chiu pra mandar o outro calar a boca) criança que chora com medo do Papai Noel no shopping (eu vi isso, juro!), gente que sai da festa do amigo secreto da firma de fininho sem pagar todo o valor que consumiu no bar (fim de feira), e por aí vai....
Nem parece que a data significa "celebração do amor e do nascimento de Cristo". É uma crônica do mau humor e da falta de sensibilidade que choca. Quem ainda for às compras, recomendo levar na bolsa, além do cartão de crédito, muita paciência, muita educação e muito, muito amor para dar.
Irma
Nessa semana, encontrei gente furando fila no caixa, gente roubando vaga no estacionamento do shopping (mesmo vc dando seta, avisando que vai entrar na vaga), gente que finge que não te vê e quase passa o carrinho do supermercado no teu pé (e, claro, não pede desculpa), gente que abre produto no supermercado, come e sai sem pagar (na maior cara de pau), gente que "chucha" (sabe aquele chiu pra mandar o outro calar a boca) criança que chora com medo do Papai Noel no shopping (eu vi isso, juro!), gente que sai da festa do amigo secreto da firma de fininho sem pagar todo o valor que consumiu no bar (fim de feira), e por aí vai....
Nem parece que a data significa "celebração do amor e do nascimento de Cristo". É uma crônica do mau humor e da falta de sensibilidade que choca. Quem ainda for às compras, recomendo levar na bolsa, além do cartão de crédito, muita paciência, muita educação e muito, muito amor para dar.
Irma
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